Tuesday, August 11, 2009

Estás mesmo à rasca...


O discurso de Sócrates actualmente resume-se ao seguinte;
A direito, o vazio, a direita, eu é que sou bom, a direita, a direita, o papão, a direita, dantes eram os comunistas que comiam meninos ao pequeno almoço, depois afinal descobriu-se que era na Casa Pia, agora é a direita, medo, muito medo, vem aí a direita. Fujam...eles andem aí.
Está mesmo à rasca...

Nisto também se vê a pouca consideração que este gajo tem por nós, agita com o papão da direita e aí vamos nós todos amedrontados votar nele para nos proteger.
É triste pensar que esta merda de discurso ainda rende votos.

22 comments:

Princesa (des)Encantada said...

Será que rende mesmo? Que ele está à rasca, ninguém duvida. Pior, pior, pior, é que a direita tambem não está saudável.

loirices said...

podiam seguir o exemplo da foto e prender o menino parvo e convencido, assim sim, era de homem.

Maldonado said...

Independentemente de ele estar aflito com uma eventual derrota, votar à direita não é a melhor solução.
Há sempre a alternativa dos outros partidos de esquerda, ou para impedir a maioria absoluta ou que a direita ganhe... :)

© said...

no comments

Pulha Garcia said...

Tens muita razão, Francis. Esta merda de acenar com a direita para assustar um eleitorado pouco amadurecido (desde Abril de 74) e pouco informado é do mais triste que há. Infelizmente vai-se traduzir em votos...

Caro Maldonado,

Desculpa interromper o teu raciocínio (que muito respeito) mas votar num partido qualquer à esquerda só para evitar que a direita ganhe é um pouco, como o Francis dizia, estar a votar contra alguém e não numa força política em que se acredite.

Maldonado said...

@Pulha Garcia:
E achas que a maioria desse "eleitorado pouco amadurecido (desde Abril de 74) e pouco informado" vota nas forças políticas em que acreditam?
As autárquicas são um exemplo disso...
O ti Zé da tasca ou a D. Carlota joaquina da lota, quando o governo lhes vai ao bolso e estão lixados da vida, votam sempre contra o partido no poder. Ou então juntam-se aos abstencionistas, queixando-se assim da vida e dizendo que ninguém irá para o poder à conta deles...
É o povo que temos, meu caro e respeitado sacana...

francis said...

meus caros, já tinah dito uma vez e repito-o, pior que o sócrates ganhar, é ganhar sem maioria. se não houver uma maioria neste país esta merda torna-se ingovernavel.

maldonado, disseste bem, é o povo que temos...
quanto à esquerda, a nossa é muito pobrezinha, vive de lugares-comum que nada acrescentam, deus nos livre cairmos nas mãos de um BE que é de uma demagogia sem limites ou de um PC que não passa daquilo, ou seja do zero. ainda agarrado a chavões da União Soviética.

Maldonado said...

@Francis:
Quanto à tua opinião sobre os outros partidos de esquerda, respeito-a, mas discordo dela.
O mais importante é que as políticas da direita sejam submetidas ao crivo das forças de esquerda.
Quanto ao facto de achares que sem maioria o país se torna ingovernável, discordo totalmente.
É preferível uma coligação de forças progressistas do que uma maioria retrógrada, sobretudo se for de direita ou de falsa esquerda (PS). Penso eu de que!

francis said...

maldonado,
nunca chegaremos a acordo sobre este assunto. eu sou de centro direita, tu és de esquerda. não percebo porque é que as politicas de direita, se é que ela existe em Portugal tirando os animais do PNR, têm que ter o crivo da esquerda, como se a esquerda fosse a balança do que quer que seja ou fosse imbuida de uma luz especial ou sabedoria ultra galáctica, não percebo. ou aliás percebo que não é mesmo. lá está aquilo que eu dizia há uns temos a propósito de outro assunto, a esquerda caviar quer ser considerada importante como se um poder divino se tratasse...nunca jamais voces serão mais imprtantes do que aquilo que forem sufragados.
que mania desta nova esquerda se achar no direito de deter verdades universais.
sei que consegues perceber que o pais sem maioria é absolutamente e totalmente ingovernavel, os nossos partidos só olham para os seus umbigos, são incapazes de fazer pactos de regime sobre coisas fundamentais para o país.
explica-me como se eu fosse muito burro o que é isso de forças progressistas e forças retrógadas ? olha que eu tenho pra troca.

Maldonado said...

De facto esta questão não é pacífica, dado o nosso diferente posicionamento político-ideológico. Aliás, não me vou alongar muito:

1. "(...) não percebo porque é que as politicas de direita, se é que ela existe em Portugal tirando os animais do PNR, têm que ter o crivo da esquerda, como se a esquerda fosse a balança do que quer que seja ou fosse imbuida de uma luz especial ou sabedoria ultra galáctica, não percebo."

Também não compreendo porque é que a direita, seja ao centro ou ao extremo, se sente incomodada com a crítica da esquerda. É essa tensão ideológica que faz mover as democracias...

2. "(...) que mania desta nova esquerda se achar no direito de deter verdades universais."
Esquerda caviar?! Não é a minha decerto! :))))
A inversa também é verdadeira para a direita jurássica...

3. "sei que consegues perceber que o pais sem maioria é absolutamente e totalmente ingovernavel, os nossos partidos só olham para os seus umbigos, são incapazes de fazer pactos de regime sobre coisas fundamentais para o país."

Indirectamente estás-me a dar razão. Ou seja, essa situação (a dos partidos que só olham para os seus interesses) também pode ser aplicada, a contrario sensu, a uma vitória da direita... ou crês que não?

4. Quanto à tua última questão, não é preciso fazeres muito esforço para perceberes que as forças retrógradas são as de direita, pois para além de terem o beneplácito da religião dominante, defendem os interesses dos grandes grupos económicos, para os quais a sua imensa riqueza assenta na pobreza da maioria, i.e., da classe trabalhadora.
Toda a gente critica a classe política, mas ninguém critica a classe empresarial. Porquê? Porque toda a gente neste país quer ser Azevedo, ou Belmiro ou Vale.
As forças progressistas, que são sempre de esquerda, têm mais preocupações sociais e visam a justa distribuição da riqueza.
É extremamente obsceno que o nosso país seja o campeão das desigualdades sociais na UE, segundos dados recentes internacionais.
Não vou repetir o que já disse aqui há tempos:

http://a-terceira-via.blogspot.com/2009/02/obscena-tacanhez-dos-azeiteiros.html

Eu sei que isto é um tema controverso que dá muito pano para mangas, mas é uma discussão estéril.
Respeito a tua posição ideológica, mas a centro-direita não me convence nem tão-pouco me comove...

Princesa (des)Encantada said...

Por partes: subscrevo inteiramente que a nossa esquerda é absolutamente demagógia e acha que retrógradas são eles. Achei perfeito: "como se a esquerda fosse a balança do que quer que seja ou fosse imbuida de uma luz especial ou sabedoria ultra galáctica". É que é isso mesmo que a esquerda pensa. E pior, com percentagens miseráveis de votos acham-se representativos de todos - o que, confesso, me irrita profundamente.
Em segundo, também acho que este país só avança quando tem à frente alguém com pulso e com suficiente poder, como uma maioria, mas é um risco, claro. Basta lembrar os governos de Cavaco. O primeiro foi fantástico em muitos aspectos, nomeadamente para a economia, o segundo uma quase ditadura autista. A grande questão que bem levantas é a dos pactos de regime. Um dos nossos grandes males é que, quando muda o regime, a administração de seja o que for, a primeira coisa que os novos líderes fazem é deitar fora o que os anteriores fizeram, porque não querem ter de dar-lhes crédito. Faz-se e desfaz-se, anda-se para a frente e para trás, e não saímos da cepa torta. É que não há um rumo. Acordar "princípios" para áreas chave, com base em pareceres de peritos e não em demagogos, e depois assumir o compromisso de implementar as políticas correspondentes, isso sim - era exemplo de dignidade na política. E qual foi o político que mais recentemente tentou acender a discussão sobre o assunto? Marques Mendes, pois é.
Do último comentário do Maldonado não posso deixar de dizer que, para mim, dizer que "os interesses dos grandes grupos económicos, para os quais a sua imensa riqueza assenta na pobreza da maioria, i.e., da classe trabalhadora" é absurdo. "Toda a gente critica a classe política, mas ninguém critica a classe empresarial. Porquê?" Porque a classe empresarial é que ainda vai fazendo mexer o país, trazendo inovação e, bem ou mal, criando emprego e riqueza. As preocupações sociais não são exclusivas da esquerda, mas na direita em que me identifico são devidamente articuladas com políticas económicas sustentáveis e investimento na criação e fomento de um tecido empresarial rico que seja capaz de alimentar o país. E finalmente, a direita também defende a "justa distribuição da riqueza", apenas também acredita no direito à propriedade, no direito ao empreendedorismo e no direito a enriquecer por mérito. Ser rico por ser trabalhador e bom naquilo que se faz, pôr a bom uso as capacidades e recursos próprios, não é crime nem imoral. Crime e imoralidade é roubar.

mfc said...

Sócrates.... blhaaaaaac!

Hugo said...

Sei que falta um mês e pouco para as eleições e não faço a menor ideia em quem votar.

francis said...

maldonado, claro que sabia o ponto 4, só queria a tua justificação. no fundo nada surpreendente, é a cassete do costume, na minha opinião é aqui que a esquerda, seja ela qual for, caviar ou não, se perde. a esquerda não consegue inovar o discurso.
quem cria emprego ? não caias nessa ratoeira de patrão mau / trabalhador coitadinho, é a maior inverdade desde 74...

princesa, ora aí está, Portugal e os portugueses precisam de regimes fortes, porque somos um povo fraco.

mfc, ok pá.

hugo, e como tu deve haver não seis quantos milhares deles.

Maldonado said...

Eu também sabia que era uma pergunta retórica, apenas queria constatar até um onde ia a tua argumentação, a qual, invariavelmente, assenta no típico discurso psitacista da direita.
Dei a minha sincera opinião, quem é de direita e não gostou, paciência, nem toda a gente pode ser igual...

Maldonado said...

Já agora, acredito que sejas um bom patrão e não explores o Gino... :)

francis said...

maldonado, nunca vou fazer juizos de valor por as pessoas serem de esquerda centro ou direita. ambos demos a nossa opinião, está feito.
nunca mais daqui saimos se começassemos a contra argumentar um com o outro. chega, já fizémos valer as nossas opiniões para o bem e para o mal.

ps: muito usas tu essa palavra ( psitacista )

francis said...

maldonado, sou muito bom patrão, te garanto.

Maldonado said...

Por isso mesmo é que te disse no início que isto seria uma discussão estéril. :)
Quanto ao referido vocábulo, tem a sua razão de ser no contexto em que é utilizado...
OK, valeu a pena.
Vamos mas é beber umas caipirinhas e falar de futebol e de gajas... :)

Pulha Garcia said...

Meus caros Francis & Maldonado,

como é que eu fui perder esta argumentação!

Duas notinhas breves:

1. Sendo eu de centro Direita (apesar de várias vezes votar à esquerda, ao contrário da maioria da esquerda que vê as eleições como um fenómeno quase clubístico) é fácil de ver para que lado eu pendo nestas questões. Gostaria apenas de lembrar que se não fossem os empresários, a iniciativa privada a arregaçar as mangas e a explorar os mercados de capital este País pura e simplesmente não avançava. É por isso - por ver a questão do lado das empresas e não do lado dos trabalhadores - que eu considero, tal como, julgo, o Francis que a argumentação da esquerda está viciada.

(não espero que respondas, Maldonado. Como dizes e bem, esta questão é estéril)

2. Maldonado, a sugestão do Francis abusar do Gino, o Magnífico arrancou de mim a mais sonora gargalhada da semana. Nunca tinha visto isso por esse prisma...

Abraço aos dois

Pulha Garcia said...

Ps. Abraço aos três.

francis said...

pulha man, fizeste cá falta pá...