
Não sei que luzes a bordo
escurecem de sentido a noite larga
e em mim perfilam solenes
as sensações na sombra
flébeis costas
devolvem o mar disperso
e nos flancos do casco
um monótono som singra
só minhas ânsias embaladas
fremem
a cada indefinido promontório
se resignam hirtas
na amurada
ou, se volve um farol,
são nucleares e brancas
mas amanhece
vagam flocos de círios
um sol de adolescência e de novela
descobre a amante insulada
e um sino toca para o pequeno almoço.
Sebastião Alba.
5 comments:
já sentia falta do poeta. A imagem fez-me lembrar que não são só os gatos que na noite...
as minhas tb fremem. bué!
Gostei. Tudo muda com diferentes luzes. Está visto que tenho de acrescentar mais um livro à lista.
Isto agora fez-me lembrar umas coisas. Não sei se amanhã consigo vir trabalhar. Pintou uma depressão.
Regresso em grande forma (poética, pelo menos)!!
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