Friday, November 20, 2009

Isto faz-me tanta impressão ...



Se eu mandasse prendia-os a todos. Malucos ...
Eu sei que o que se segue é uma piada seca e pouco inteligente, e com poucos palavrões para aquilo que a freguesia gosta. Mas têm que compreender que eu sou um tipo simples, sem estudos, pouco culto, e que mal sabe ler e escrever, pelo que acha graça a estas coisas simples:
O que o futuro nos reserva:
Casal gay casados de fresco resolvem adoptar uma criança. Certo dia esta entra na casa de banho e vê o pai nu. Movida pelo espanto natural e depois de observar a sua pila, a criança diz:
- Pai, que grande pila tu tens !
- Grande?? Só dizes isso porque ainda não viste a da tua mãe!

62 comments:

opinião própria said...

Pé na tábua...

Boop said...

Em relação à adopção não tenho uma opinião bem formada.....
Mas enquanto psi sei que a formação da identidade sexual é muito complexa. Se quisesse simplificar MUITO diria que as mães que são incapazes de imaginar os seus filhos nos braços de uma mulher, e os afastam do pai num movimento de posse, são mais provaveis de educar um filho homossexual do que dois homens que sabem o sofrimento que é "crescer diferente". Esses provavelmente irão imaginar, sonhar um filho capaz de se adaptar ao mundo como ele é...

Olha sei lá...

Desculpa a seriedade do meu comentário.

Henrique said...

Fazes bem em falar sério. Adopção entre homosseuais sou contra. Casamentos homossexuais sou o mais liberal possível. Cada um casa com o que lhe apetece. Quanto a crianças envolvidas no meio de divórcios conflituosos, nem me fales nisso.
Ultimamente tenho assistido a coisas absolutamente nojentas

Sirigaita said...

Eu li e não ia comentar até ver o que escreveste Henrique.

Acho piada ás pessoas ditas "liberais".Sou a favor do casamento gay mas não admito que tenham filhos!!
No fundo "permites" que tenham só uma asa.Duas já é demais para esse "tipo de gente".Na biblia o adão fodeu a Eva,porque se tivesse fodido o João a esta hora apanhavas no cu e o anormal seria aquele que fodia a Eva!!
Eu não concordo!Acho que devem casar sim e se tiverem capacidade para educar uma criança porque não?Qual é o problema?É o facto dos putos irem para a escola e serem gozados porque têm 2 pais ou 2 mães?Se continuarmos a pensar assim a homossexualidade nunca será vista como algo "normal".Mas será vista sim como algo que os heterossexuais decidiram permitir porque lhes apetece serem fixes e liberais!!
"Sê a mudança que queres ver no Mundo!"
Esta frase diz muita coisa.No dia em que toda a gente largar o preconceito seremos sem duvida mais felizes e menos egoistas.
Os meus pais são divorciados e não tenho duvidas que se eu tivesse sido adoptada por um casal gay talvez tivesse tido uma vida mais estável.

Pronto.Disse. É a minha opinião.

Mandarina said...

olá
henrique...então isso significa que preferes que uma criança nunca saiba o que é o carinho, o amor e a estabilidade de um lar (falando dessas tão importantes rotinas que têm um papel crucial para o desenvolvimento estrutural de uma pessoa em fase de crescimento)???

portanto, foi acolhida por uma instituição mas como só interessa a um casal gay...é melhor não ir!!??
pergunto: não há tanto casal heterosexual completamente débil e absolutamente inapto para lidar com crianças??

Anonymous said...

Grande maluco!

Manitas Del Plata said...

Da-lhe gás :) lool

Henrique said...

Então vamos lá, começando com uma nota prévia. Não deixo de me sentir um bocado tonto por estar a polemizar com pessoas anónimas, que não sei quem são, que se escondem atrás de nomes de “fantasia” e que não conheço de lado nenhum (de ti, a única coisa que sei é que disseste que podia confiar em ti e ainda estou à espera da tal fotografia. Quanto a seriedade, estamos pois conversados).
Embora ninguém mo tenha perguntado nem seja relevante, devo dizer que acharia muito mais piada a tudo isto se, umas vezes a sério, outras mais a brincar, se trocassem ideias, piadas, polémicas, whatever, mas com os nomes verdadeiros, moradas, profissões e o raio que o parta, assumindo tudo o que se diz, sem subterfúgios para, por exemplo, poder ofender a torto e a direito, receios ou vergonhas. A falta de coragem e/ou medo inerentes ao anonimato é algo que compreendo e aceito – são as regras do jogo e eu só jogo se quiser – mas que se pudesse mudar, garantidamente mudava.
Gosto de ler, escrever, discutir, irritar, fazer rir (se possível), gozar, ser gozado (se merecer …) e gostava de que fosse tudo às claras.
Mas, enfim, as coisas são como são, e assim também pode ter alguma piada, pelo menos até ver. (segue)

Henrique said...

Vou então responder, a sério, a alguém chamado “Sirigaita”. Vamos por partes:
1 – Tu tens a tua opinião, eu tenho a minha e outras pessoas terão as suas. Podes discordar, rebater, discutir, mas tens sempre que aceitar as opiniões dos outros, com raríssimas excepções. Parece-me que és pouco tolerante para quem tem uma opinião diversa da tua.
2 – Quando trocas argumentos, não deves colocar palavras nas bocas dos outros. Por exemplo, eu nunca disse que sou liberal em relação tudo. Lá porque acho que as pessoas devem casar com quem entenderem que ninguém tem nada a ver com isso – se a minha vizinha da frente quiser casar com o gato, que case e sejam muito felizes – não quer dizer que seja “liberal” (seja lá isso o que for) em relação a adopções, drogas, alunos a bater em professores, etc., etc., etc.. Ontem, em Itália, houve uma senhora que casou com um homem que morreu há um ano. Acho um bocado esquisito, confesso, mas não quero saber disso para nada. Aliás, há vários casamentos heterossexuais ditos “normais” em que eu não percebo como é possível que alguém tenha casado com aquela besta, mas a verdade é que casou mesmo.
3 – Quanto à questão da adopção, limito-me a achar – desejar – que uma criança deva ter um pai e uma mãe, um de cada sexo, ponto final parágrafo. Penso que qualquer situação diferente desta – dois pais ou duas mães, um pai ou uma mãe (em caso de morte), divórcio, etc. – é sempre, em maior ou menor medida, potenciadora de patologias ou problemas. EU SEI que, na vida quotidiana, há infelizmente situações muito mais graves do que ter dois “pais” do mesmo sexo, mas nada posso fazer quanto a isso. Há efectivamente crianças abandonadas em instituições, mas todos sabemos que há muito mais casais heterossexuais dispostos a adoptar do que crianças “disponíveis”.
4 – No que respeita ao “argumento” segundo o qual “se tivesse fodido o João a esta hora apanhavas no cu e o anormal seria aquele que fodia a Eva!!” – deixando de lado os palavrões, que respeito, como sempre, mas por sistema não utilizo – devo dizer que não o percebo, porque, muito sinceramente, não vejo como é que poderia procriar por essa via. Salvo melhor opinião, tenho para mim que se o Adão tivesse “fodido” o João, a humanidade teria ficado por aí mesmo. A menos, evidentemente, que haja algo que eu não saiba, mas estou sempre disposto a aprender. “Aprender uma coisa por dia” é um dos meus lemas.
5 – Percebo perfeitamente quando dizes “Os meus pais são divorciados e não tenho duvidas que se eu tivesse sido adoptada por um casal gay talvez tivesse tido uma vida mais estável” e lamento que tenhas passado por isso. Registo obviamente o “talvez”, que se calhar também utilizarias se tivesses sido adoptada por um casal homossexual: “Os meus pais adoptivos são homossexuais e não tenho duvidas que se eu tivesse sido adoptada por um casal que depois se tivesse divorciado talvez tivesse tido uma vida mais estável”. Aliás, acrescento, a talho de foice, é bem sabida a pouca estabilidade dos casais homossexuais (pelo menos os masculinos). Ou tens alguma dúvida em relação a isto ?
6 – Esta é a minha opinião. Só a minha opinião. As easy as that. Posso estar errado (tal como é errado conduzir a 256 kms/h ou mais), estou longe de ser perfeito, mas é assim mesmo que penso.
7 – Tenho noção de que – conhecendo e aceitando a prática instituída - este longo e chato relambório, que provavelmente ninguém vai ter paciência para ler até ao fim, vai motivar mais alguma chacota, palavrões, fucks, afins e por aí fora, mas apeteceu-me escrever na mesma.
Que se lixe.

Henrique said...

p.s.) Quanto ao "dá-lhe gás" do Manitas, só espero que a Brigada de Trânsito não frequente a Loja do Francis ...

anónimo said...

vi logo que foi na autobahn...
logo, dentro da lei!

Sirigaita said...

Henrique em primeiro lugar devo dizer-te que tal como eu uso um nome falso milhares de pessoas o usam no blog.Mas como tu admitiste num post recente, ser um naif nestas andanças estás perdoado. ;)

Obviamente que só não utilizo um nome verdadeiro porque tenho um blog demasiado pessoal,com historias verdadeiras,com pessoas reais, e que seria de muito mau tom estar a revelar estes factos que escrevo com um nome e uma morada.Injusto também para todos aqueles que entram nas historias da minha vida e que nao pediram para serem "contados".ao increver-me no blogger achei que era demasiado básico escolher o meu nome verdadeiro quando posso obter outro nome engraçado e fugir á rotina.Portanto,não tendo eu que te dar satisfaçao nenhuma,dei na mesma.
Em relação á fotografia tens razão.Ainda não enviei mas vou te enviar já a seguir.Simplesmente tens de perceber que há vida depois do blog e eu não estou aqui metida 24h por dia a cheirar o rabo a toda a gente.Mas se achas a minha fotografia importante para a avaliares a veracidade das minhas respostas eu faço-te esse favor,embora não perceba porque raio precisamos de ver uma foto para acreditarmos no que lemos ou não.A foto vale o que vale.É uma cara em papel..Neste caso em ecran.

Quanto a ser tolerante,devo ser mais do que tu :) até porque eu não disse que não tinhas direito á tua opinião.Disse?
Eu dei a minha e se acho que há pessoas otárias,ignorantes,parvinhas,maldosas,etc vou sempre dize-lo sem problema com este nome ou sem este nome ficticio que tanta confusão te anda a fazer!

Espero que um dia mudes de opinião.Não para me fazeres a vontade,porque estou-me a cagar para isso,mas porque mudar de atitude e de opiniões significa evolução!

Quanto ao Adão foder o cu ao João,são piadas obviamente longinquas dos malucos do riso.Não sendo eu estupida,á partida sei que ninguem engravida por praticar sexo anal.

Estabilidade entre os casais homossexuais é provavel que haja.conheço bastantes,sou amiga intima deles e sei que devido á sua falta de auto estima e medo de perderem a pessoa que amam se tornam bastante possessivas e agressivas.Jutando isto ao facto de serem ignorados pela sociedade é mais do que suficiente para voarem uns pratos em casa.
Mas isso acontece na casa de toda a gente.
Não duvido disso de facto.

Mas a minha opinião vale o que vale certo?Tal como a tua.

Sirigaita said...

Instabilidade entre os casais homossexuais é provavel que haja* enganei-me*

Henrique said...

Usando o léxico blogueiro, "caga" na fotografia. Não quero esse "favor", nem preciso dela para nada, como é óbvio. Aliás, se não me engano (mas não tenho pachorra para ir ver), até foste tu a primeira a falar em enviar uma fotografia ...
Por favor esquece isso.

Sirigaita said...

A memoria é curta :) quem falou foste tu. *
ja foi enviada.

Boop said...

O Anonimato é regra do jogo!
ESte jogo é bem mais facil do que o do um casamento ou da criação de um filho!

Como te disse sou psi. Tenho opinião clara sobre muitos assuntos mas sobre este não! Sem dúvida que será estranho dizer na escola "tenho dois pais/mães!".
Mas se está em causa a formação da identidade sexual, há estudos em que se demonstra que não há maior percentagem de homossexuais entre os individuos criados por pais do mesmo sexo do que por pais de sexo diferente.

Mas tenho tantas dúvidas!
Pessoas de quem gosto muito têm perconceitos enormes em relação aos homssexuais. São pessoas de que gosto, mas que são reflexo da sociedade.
Sim, as crianças seriam descriminadas!
Mas seriam amadas...

Ainda bem que não serei eu a decidir - não o saberia fazer!

.........

Boop said...

(e não percebo como se consegue estar tão presente num blog, a toda a hora, e com tanta criatividade... às vezes confesso que invejo as brincadeiras... mas como é que têm tempo para isso????.

Se gostavas da realidade. Das pessoas como elas são, nome, profissão, etc, cria um espaço assim e convida quem gostasses. A sério. Na blogosfera há espaço para tudo!)

Henrique said...

Boop:
Conheço as regras do jogo e jogo-as enquanto me apetecer. O que não quer dizer que não mudasse algumas se pudesse …
Gostava de saber que “estudos” são esses que referes. Ou seja: que jovens têm hoje, 14, 16, 18 e por aí fora de anos, que tenham sido “examinados” no estudo e que tenham sido adoptados por casais homossexuais há 14, 16, 18 e por aí fora de anos ? Onde é que isso é ? que país ou países são esses que permitem a adopção por homossexuais há tanto tempo ? Juro que não sei.
Mas, no fim do dia e em boa verdade, só entre nós dois, acabo por estar como tu: tenho imensas dúvidas.
Quanto ao teu segundo comentário, muito haveria a dizer. Sinteticamente, dir-te-ei que sou profissional liberal, não tenho patrão (exceptuando o Francis), tenho os tempos livres que quero e me apetece e vou de férias quando me apetece (arriscaria dizer “para onde me apetece”, mas pode soar mal e por isso não digo). Apesar de tudo isso, e porque tenho contas para pagar e gosto muito do que faço, acabo por trabalhar 11/12 horas por dia, muitas horas também ao fim de semana (tenho muitas responsabilidades a que tenho mesmo que responder), mas também é verdade não tenho que me preocupar com mais nada (supermercados, crianças pequenas, casas, deslocações em transportes públicos, etc., etc., etc., aquelas coisas que nos roubam precioso tempo). Portanto, o que acontece é que vou fazendo os intervalos que quero ao longo dia e, estando sempre ligado à net e ao outlook, mas mesmo sempre, seja pelo PC, seja pelo tm, vou estando alerta ao que se passa. Gasto o dia inteiro (em regra das 8 às 20 – no mínimo) a escrever coisas sérias (umas mais chatas do que outras) e para mim é um alívio, um escape, fazer aqueles intervalos e escrever umas coisas que podem não ter interesse nenhum, é certo, mas que me dão imenso gozo (umas mais do que outras – respondo a algumas picardias mais porque as “guerras” são a minha profissão e não ser capaz de virar a cara a uma, do que gozo propriamente dito). Todavia, para grande pena minha, não tenho mesmo tempo para navegar por outros blogs, comentar e essas coisas todas. Essa é claramente uma regra que violo. Não é por falta de interesse ou curiosidade, mas por uma imensa falta de tempo … e sei que o meu patrão Francis cuida bem desse pelouro.
Achei muita piada à tua ideia de criar um espaço com “realidade”, mas receio que, neste mundo do “faz de conta”, não tivesse muita adesão. E depois também há aquela questão da falta de tempo, bem preciosíssimo que me escasseia.
Só para finalizar: como não tinha regressado à Loja do Francis quando vi o Sacanas sem Lei, não pude aplaudir publicamente um dos filmes que mais gostei na vida (e até gostava de debater algumas incongruências do mesmo, tipo merdinhas em que acho que só eu mesmo, que sou um chato, reparei …). Por isso, venho dizer – sei lá porquê – que há uma cena, à porta de um restaurante, do New York, I love You, que, só por si, vale o preço do bilhete.
E depois ainda há outras como bónus track …

Sirigaita said...

Henrique não consegues escrever menos de 400 linhas?? :)

Boop said...

Os estudos foram feitos nos EUA (onde mais?!?! ehehehe) com filhos de homossexuais - esses têm mesmo pai e têm de lidar com a orientação sexual dele!

Eu também adoro estas "picardias" mas não tenho tempo para elas.... Não é por acaso que o Francis se surpreendeu comigo o outro dia. Não costumo estar tão presente neste blog (nem em nenhum outro). Mas reconheço que é muito divertido - daí a inveja... ehehehhe

AO contrário de ti tenho outras coisas que me "condicionam a vida". E não me perdoo de não ter visto ainda os Sacanas sem Lei. Quando o vir estarei atenta à cena À porta do restaurante!
;)

MAs adoro o que faço (profissionalmente) e imagino-me a trabalhar até aos 80 (se as minhas capacidades intelectuais se mantiverem e poder continuar a pensar e a ajudar a pensar).

Boop said...
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Shadow One said...

EUA? O tal país civilizado?

Os putos, hoje, ficam traumatizados se não tiverem um iPod igual ao dos colegas, roupa, calçado, acessorios de moda...

Sou fruto de uma familia disfuncional e não me parece que seja por causa disso que não jogo com o baralho todo. A "sociedade" essa sim, tem quota parte na responsabilidade. Especialmente no que toca a vivissecar morbida e sádicamente as experiências alheias.

Bater bolas assim, está bem. É interessante. Isto estava a ficar parecido com um blog cor-de-rosa.

Anuska said...

Ahah nunca tinha visto a coisa desse prisma.

Henrique said...

Sirigaita, lá estás tu com o teu mau feitio. Se estiveres atenta aos comentários anteriores, verás que a maioria tem meia dúzia de palavras. Este fim-de-semana é que me deu para isto, mas descansa porque vai passar. Uma sugestão: não leias. É uma perda de tempo e não tem rigorosamente interesse nenhum.
Boop, bem me parecia que os tais estudos estavam viciados. Não é correcto fazer estudos com um filho de um gay, ponto. Não podes comparar, por exemplo, a personalidade de um filho de um gay com, por exemplo, um filho de um casal que passou dez anos a discutir e à lambada à sua frente. É comparar laranjas com maçãs e o resultado está viciado à partida.
A comparação honesta e elucidativa, a meu ver, só pode ser entre um jovens que viveram 18 anos com dois pais ou duas mães e jovens que viveram 18 anos com um pai e uma mãe.
Não ter visto os Sacanas é, de facto, uma contra-ordenação muito grave, punível com prisão entre 2 e 6 meses. Quanto ao outro, há várias cenas à porta de restaurantes e bares. Refiro-me à que começa com a partilha de uma chama. O tipo é o meu herói. Há também um casal de velhotes que, penso, representa o sonho de todos nós (pelo menos o meu, vá).
Dando uma de twitter – e porque me está a dar para escrever (já passa) – ontem à noite (ou há bocadinho à noite) fui apanhar ar. De entre os vários sítios onde fui, fui finalmente conhecer o tal de Twins (espaço por onde já passou muita coisa). É uma filial de uma “casa” no Porto (acho esta expressão muito profissional, muito Vítor Rainho) e, por assim dizer, nota-se (e mais não digo para não ofender ninguém). A decoração é um bocado old fashioned, alcatifas e tal, os espaços para fumadores são tipo salas dos aeroportos, tem a sempre detestável área para “VIP’s” (odeio estas redomas para brancos superiores vs os pretos que ficam no lado de fora) e as empregadas são muito giras (põe gira nisso). No início, dada a faixa etária e o aspecto comportado da clientela (todos de fatinho, sapatos envernizados e o camano, eu era o único de t-shirt), estranhei a profusão de gorilas, daqueles com auriculares e tudo (em número maior aos que se vêm nas discotecas frequentadas pelos hooligans no Algarve ou em Ibiza, mais concretamente em San António). Contudo, passado pouco tempo, com a chegada de magotes de divorciadas e solteironas, todas muito carentes e assanhadas, percebi o quão perigoso aquilo se pode tornar para a integridade física dos homens. Foi aí que percebi a necessidade dos seguranças, cuja intervenção tive que solicitar por diversas vezes (just kidding, of course).
Termino aqui a fase das secas e dos comentários com 400 linhas. Durou um fim-de-semana. Se alguém leu, peço desculpa pelo trauma que causei.
It will not happen again, I promise.

Boop said...

É um prazer ler-te!
;)

(e não me denuncies... não me posso dar ao luxo de 2 a 6 meses na prisa!)

Mandarina said...

henrique,
que mal que te ficou dizeres que o assanhamento das solteiras e divorciadas é que ameaçavam a tua integridade física! ficou a perceber-se que eram todas feiosas já que, 2 frases atrás tinhas feito referência à gireza das empregadas...essas se te piscarem o olho são o quê? raparigas soltas? desempoeiradas?...ah, não...já sei! essas, muito provavelmente não te ligaram uma pevide!!...

Henrique said...

Estava a brincar, Mandarina (e disse-o). Quanto ao mais, não sou o género de homem que me meta com empregadas de bares ou discotecas (e isto digo a sério)

Mandarina said...

bravo!...és um exemplo a seguir!:)
só tenho pena que quando se trata de mulheres a trabalhar na noite, escolhem-nas sempre catitas(não utilizemos o termo bonitas) já os homens, escolhem-nos sempre larilas! porra! é galo!

Irritadinha said...

Não me querendo meter mas, já metendo. Achei interessante a questão dos estudos, que estão obviamente enviesados. Só na cabeça dos psicólogos americanos seria possível realizar tal estudo - mas, também depois de terem avaliado a inteligência de africanos recém-chegados ao país (que não dominavam a língua) espetando-lhes com teste de inteligência em inglês à frente... as mentes brilhantes concluiriam que os negros eram menos inteligentes que os brancos. Vá lá que alguém rectificou esse estudo, ou então coitadinho do Barack hoje em dia era lixeiro na Casa Branca. Por outro lado e vendo bem, os americanos são muito voltados para a influência que o meio tem sobre o sujeito, ou não fosse americano o behaviorista Watson (o grande mago da escola behaviorista que afirmava ser capaz de tornar um bebé num ladrão, empresário ou qualquer coisa coisa). Não estou com isto a negar a importância do behaviorismo na história e evolução da pueril psicologia. Mas, somos mais do que esponjas que absorvem passivamente tudo o que o meio oferece, e por isso acho tais estudos sobre a homossexualidade totalmente patéticos. Há teorias defensoras de que tudo é determinado pela quantidade de certas hormonas que o bebé recebe quando se encontra no útero materno (mais uma teoria que levada à letra se torna perigosa e inicia outra caça às bruxas. Afinal, durante muitos anos e actualmente também, eram as mulheres as culpadas de não darem à luz filhos varões... quando isso é "responsabilidade" do homem. Portanto se esta teoria da hormona vingar qualquer dia temos a Pfizer a vender hormonas "anti-bebés gay").

Irritadinha said...

Dizem que há comportamentos homossexuais entre animais irracionais. Foram as hormonas que não chegaram em quantidade suficiente a uma das crias da ninhada? Porque eram só fêmeas a cuidar das crias? Se calhar e como está na moda, os neodarwinistas que expliquem melhor (que eu não bióloga nem geneticista) é apenas uma mutação genética, a mãe falha nas hormonas, e a sociedade faz o resto... Bom, pelo menos é um pensamento mais elaborado, ou multi-factorial como lhe queriam chamar.

Alonguei-me, provavelmente não disse coisa com coisa mas, aqui ficou a minha opinião.

Henrique said...

Mandarina, se achas que os clientes não devem chatear os empregados das discotecas, sejam homens ou mulheres, borrifa-te no facto de serem larilas. Para mim é-me rigorosamente indiferente ser atendido por homens ou mulheres e não quero saber das suas orientações sexuais.

Irritadinha, this is getting serious. Não tenho pedalada para perceber o que dizes. É muita areia para mim. Mas, indo directo ao assunto, para um simples mortal como eu, diz-me cá: és a favor ou contra a adopção de crianças por "casais" homossexuais ?
p.s.) Como é que tu és capaz de escrever certas coisas em alguns posts e outras como estas ????

Sirigaita said...

O Henrique não sabe nadar yo

Irritadinha said...

Henrique, eu não disse nada de complicado :). Behaviorismo é uma corrente da psicologia, que surgiu na América. Watson foi o seu principal cabeça de lista até surgir Skinner. Basicamente os pensadores desta corrente acham que numa balança meio vs. constructos internos o meio tem mais peso na formação, desenvolvimento e opções do sujeito. Neodarwinismo é uma corrente da biologia evolucionista, que associa a teoria de Dawirn com os recentes conhecimentos genéticos.

Respondendo à tua questão. E ainda com algumas dúvidas a rondarem, sou a favor da adopção por parte dos casais gays. Posso vir a mudar a minha opinião, nunca fecho esse caminho. Chama-me naif mas, acho que ser-se homossexual porque se vive com duas mães/dois pais é tão válido como dizer que filhos de iletrados nunca chegam à faculdade (e eu sou a prova disso). Obviamente que a questão da homossexualidade pode e deve ter inúmeros factores envolvidos mas, tenho sérias dúvidas de que uma criança ser adoptada por um casal gay seja menos feliz, realizada ou mais traumatizada. Os miúdos são gozados na escola por tudo e mais alguma coisa. Porque têm sotaque, porque o pai é trolha, porque não têm um telemóvel que faz video-chamada,porque são gordos, porque são feios, porque ainda são virgens. Serem gozados por terem duas mães ou dois pais? Não deve doer menos.

Irritadinha said...

A construção da nossa identidade sexual tem de ter outras origens além da imitação de pares, observação dos pais etc, etc. E não creio que alguém de diga homossexual porque "está na moda" (tirando os estúpidos e os acéfalos, pronto). Quer seja porque tens um gene para ser hetero, homo ou bi; pelas hormonas que faltaram no útero ou qualquer outro motivo... seja o que for, só sei que têm de haver mais factores em jogo. E como tal não me parece de todo que ser-se criado por um casal homo comporte traumas maiores a essa criança do que às demais. Mas daqui a uns anos, por exemplo, as filhas da Jodie Foster por exemplo poderão ser um bom caso de estudo. E como eu disse, não tenho problemas em mudar as minhas opiniões, aliás poucas coisas me agradam tanto como ver as minhas opiniões "derrotadas" por excelentes argumentos.
P.S.: Se o teu post scriptum se deveu a alguma surpresa, fico contente. Henrique, és inteligente o bastante para saber que as pessoas têm várias facetas. E até eu tenho um lado sério, calmo, com uns laivos de inteligência, educação e civismo e até com uma pontinha de cultura. Respondo-te com uma frase da minha mãe: porque sou "uma raridade" (ahahahahahahahahahaha estou a brincar). Deves saber, mas reforço a ideia, a vantagem dos introvertidos é terem jogo de cintura para se saírem bem em qualquer situação...

Irritadinha said...

"(...) nunca chegam à faculdade (e eu sou a prova contrária a isso)."

Irritadinha said...

"Não deve doer mais."

Irritadinha said...

Ainda no ramo das teorias, há uma teoria (há sempre uma para tudo) segundo a qual, as manequins são extremamente magras, porque assim perdem a maioria das suas formas femininas. E como a maioria dos estilistas são homossexuais, escolhem-nas porque se assemelham mais a homens. Este estudo teve como base a dilatação ou não da pupila quando homens homossexuais viam imagens de mulheres com formas femininas e mulheres muito magras e sem formas femininas. Se também esta teoria e estudo tivesse pegado, hoje em dia todos os homens que namoram ou são casados com uma mulher magérrima são homo.

Foi só um aparte em relação aos estudos...

Quiçá até tenha algum fundamento, ou talvez seja desprovido de qualquer ponta de verdade mas, quando me falaram deste estudo lembrei-me da frase de um professor meu "mulheres muito magras são rapazinhos sem pénis".

Henrique said...

Irri, os filhos da Jodie Foster de Hollywood até nem me "preocupam" muito. Quero é ver, daqui a 20 anos, os filhos do Tozé e do Quim de Massarelos, sobretudo se, como for a regra (e está provado - basta pensares, por exemplo, no "quarto escuro" e perto do sitio onde moro passa-se uma coisa ainda pior) o Tozé e o Quim trocarem de parceiro todas as semanas e aquela casa ser um "corropio" de tipos a entrarem e saírem.

Registo as tuas duas facetas tão diferentes, mas tão diferentes mesmo. Se me é permitido opinar, prefiro esta ... e estes palavrões aos outros ...

Henrique said...

Quanto ao último comentário: então não há homens gordos ? As mulheres muito gordas não podem ser rapazinhos muito gordos sem pénis ?

Nunca notei nenhuma diferença na pupila quando vejo uma mulher fora de série ou quando vejo um camafeu, a menos, claro, que não considere o "pu" (sim, eu sei que foi um trocadilho brejeirote)

Irritadinha said...

Certo Henrique mas... e os filhos do Quim e da Maria que se separam faz quase 3 anos, o Quim não quer saber deles e a Maria tem um homem novo em casa todas as semanas? Os danos causados aos filhos não serão similares aos do casal Tozé e Quim? Eu entendo o que queres dizer, e já li algures que os casais homossexuais são mais instáveis - isso confesso que não sei, nem li estudos sobre o assunto, nem conheço casos próximos. Talvez sejam sim, porque é uma vergonha para as famílias, porque não aguentam a pressão inúmeras coisas. Mas para te ser sincera vejo cada vez menos casais hetero "estáveis". Já todos sabem mas eu repito, a febre do consumo chegou aos afectos. Troca-se aquela pessoa com que se casou por outra, só porque a outra diz a cada cinco minutos que o ama, porque tem melhor aspecto... ou pior, porque sim. A lei hoje em dia é "a fila anda". E nem que seja por despeito arranja-se outro/a, obriga-se os filhos a assistirem a espectáculos pseudo-familiares pavorosos porque o orgulho ficou ferido, e a fila anda e o mundo hoje em dia é assim e todos fazem. As pessoas deixaram de gostar de pessoas, preferem ser e encarar os demais como objectos perecíveis (óbvio que não me refiro a casos sérios de separações dramáticas). Se, se acha que pode ser confuso para a cabeça de um miúdo ter dois pais ou duas mães, que nó se dará na cabeça de um miúdo que apanha os pais a praticar swing?

Bom-senso e responsabilidade é o que anda a faltar. Mas isto digo eu que sou campónia, e não percebo nada de afectos.

Henrique said...

Desculpa não tem nada a ver, nem podemos aceitar um mal porque há outros males piores. Eu conheço de divorcios - alguns até profissionalmente, embora eu não faça muito disso - simplesmente horrorosos para as crianças (ainda no outro dia passou um programa na SIC sobre isso). Neste momento tenho dois "entre mãos" que estão a causar enorme mal às crianças. Como dizes, falta bom senso, inteligencia e, nalguns casos, acho que o que falta mesmo é amor pelos filhos. Tenho pena que estas aconteçam, são traumatizantes, existem há décadas e nada podemos fazer para acabar com elas (julgo que não está em cima da mesa a hipotese de, para acabar com os divórcios, acabar com os casamentos).
Ora, a adopção por pessoas do mesmo sexo é algo de recente, que se discute, algo que se pode aceitar ou não, e, sobretudo, algo que se pode evitar.
Mal comparado, pensar como pensas é como se quisesses legalizar o roubo de carteiras porque há muitos anos que se roubam bancos.

Irritadinha said...

Vou esforçar-me para arranjar mais uns palavrões destes, prometo. Não sou tão básica como pensas (tu e não só), mas isso é outra conversa.

Isso do aspecto físico é sempre discutível. Já vi senhoras gordas extremamente femininas, escanzeladas também femininas. Já encontrei homens com o chamado físico perfeito que enfim... e barrigudos que valiam por 5 dos "perfeitinho".

Henrique said...

p.s.) essa coisa do filho que apanha os pais a praticar swing é, desculpa lá, um completo não-argumento. Bute aceitar a adopção por gays porque se fossem hetero e praticassem swing era pior. Tem dó ...
Cá para mim essa história do swing deve ser uma coisa menos do que residual, se é que existe mesmo, que alimenta as fantasias de alguns (suponho que maioritariamente dos maridos) mas que não deve passar de uns textos inventados pelos pseudo-creativos de umas pseudo-revistas foleiras, em que o "Sebastião" a a "Mariana", de Cascais contam as suas "experiencias". Devem haver muitos homens e muitas mulheres que gostam de ver as respectivas e os respectivos serem comidos por outros ...
Bullshit.
Então a hipotese de o fazerem em casa com os miudos no quarto a jogar Playstation deve ser mais remota do que eu ir jantar a um restaurante romântico com a minha Liz ...

Irritadinha said...

Admito que possas ter alguma razão. As crianças antes "serviam" para ajudar os pais no campo, ah e dar continuidade à família. Depois para segurarem casamentos. Ainda para chantagem emocional... hoje em dia diz-se que serve para competir com as amigas a ver quem consegue melhor vaga para os piquenos no melhor colégio do país. Alguém que me explique, porque eu sou muito limitada, como se consegue amar uma criança que muitas vezes só se vê 15 minutos por dia? Passa-se mais tempo com os colegas de trabalho e nem por isso falam bem uns dos outros.

Certo, podemos evitar que as crianças passem por tal situação com os casais homo. Porreiro, então vamos reeducar a sociedade, boa? Porque só assim tiramos aos homo o direito a traumatizar crianças (sim, estamos numa sociedade de direitos onde os deveres são esquecidos, e é por esta óptica que faço a pergunta).

E vejamos, podem estabelecer-se regras (mais rígidas, mais elaboradas) para as crianças serem adoptar pelos casais homo, ou não? E pode haver um acompanhamento maior por parte de psicólogos, ou não?

Irritadinha said...

p.s.: Henrique, vamos com calma. Eu disse não legalizem X porque Y já existe e é mau coitadinhos dos meninos. Calma com o andor. Eu apenas ponho em cima da mesa a inúmeras disfunções conjugais que existem actualmente (ou pelo menos são mais faladas) e que atentam contra a "estabilidade" das crianças que supostamente os casais hetero oferecem, e o homo não.

Henrique said...

Pára tudo: eu não quero reeducar nada (nem a mim próprio). Continuas com o argumento de querer aceitar um mal só porque há pior.
Quanto ao resto, acho que já estamos nos "argumentos desespero de causa".
Como se costuma dizer, ficas com a tua e eu fico com a minha, amigos como dantes.
Eu não gostaria de ter sido criado e crescido numa casa com dois pais ou duas mães. E como não desejo aos outros o que não desejo para mim, não consigo ser mais expressivo.
Há muitas "disfunções", sim senhora. Eu só não gostaria que se promovesse em prol de uma alegada modernidade ...

Henrique said...

"que se promovesse mais uma"

Irritadinha said...

"Argumentos desespero de causa"? Ok, seja se o dizes. De argumentação entendes tu. Não me devo ter expressado bem, ou então estás a ver-me bastante desfocada. Deve ser a primeira hipótese.
Costumam dizer que a evolução é inevitável, então que se faça uma modernidade apresentando soluções para problemas do passado. Deve ser mais uma frase sem sentido, ou de desespero para juntar à caderneta.

Henrique said...

Eu concretizo:
- "regras (mais rígidas, mais elaboradas) para as crianças serem adoptar pelos casais homo"
- "acompanhamento maior por parte de psicólogos"

Que género de regras ? dá-me lá um exemplo. Um basta.

O "acompanhamento maior" era começar a levar as crianças desde bébés ao shrink, duas vezes por semana, para que elas não se chateiem muito com o detalhe de terem dois pais ou duas mães ? e damos-lhes 1/2 Xanax de 8 em 8 horas ?

Para mim, há certas coisas que se consideram "evolução" e, em boa verdade, são "retrocessos". Queres exemplos ?

Irritadinha said...

Já que falamos da subjectiva estabilidade (que ninguém definiu operacionalmente, e como tal a tua definição de estabilidade pode ser diferente da minha), podem criar-se regras com base em "evidências de estabilidade". A duração da relação entre o casal quer quer adoptar pode ser uma dessas regras, estabelecer um mínimo de anos (porque não?). Conhecer (estudar) a relação e relacionamento entre o casal e respectivas famílias. Vais-me dizer que é tudo subjectivo, patético e etc? Provavelmente mas, são de inferências que muitas decisões são tomadas.

Quanto ao acompanhamento psicológico referia-me a um mais direccionado ao casal que quer adoptar...

Henrique, não te distraias, eu não disse (nem leste em lado algum) que sou favorável a tudo o que é modernice. Todavia, sendo algumas inevitáveis sou favorável - aí sim - a que se aprenda com o que está mal e se apresentem soluções para evitar repetições de erros que actualmente criticamos. Se assim não for é o mesmo que eu calçar uns sapatos de salto alto: fico mais alta mas, mantenho-me a mesma pessoa.

Irritadinha said...

Podes e deves dar todos os exemplos que quiseres e aches conveniente. Como já disse não sou a favor de tudo o que é modernidade, se calhar até da mesma opinião que tu "sobre algumas modernices".

Henrique said...

Todas essas regras já existem - pelo menos teoricamente - na actualidade.
Mas, em que mundo é que vives ? Nada daquilo é patético ou subjectivo, mas ... já viste os serviços sociais portugueses em acção ? Achas que funcionam ? confias naquilo? desculpa lá, mas vives na lua ?
Uma das notícias dos últimos dias tem a ver com uma base de perfis de ADN de criminosos que existe há dois anos. Sabes quantos registos foram feitos ?

Tu com saltos altos não ficas mais alta. Pareces mais alta, e isso faz toda a diferença porque é uma altura falsa.

Modernidade mesmo era acabar definitivamente com as touradas - um dos poucos casos em que sou completamente intolerante - mas está difícil. Um destes dias vou abrir aqui a polémica.

Henrique said...

A hipótese de podermos ter uma opinião igual em relação a qualquer tema preocupa-me :)

Irritadinha said...

Eu vivo na Lua, e sou a tua vizinha da frente.

Então é assim, nada funciona, ninguém quer fazer nada deixamos tudo como está e vamos passar férias a um país de 1º mundo e voltamos de lá com um sorriso a dizer "aquilo sim é um país". É claro que está tudo um caos! E sabes porquê? Por as pessoas terem frases como a tua "Pára tudo: eu não quero reeducar nada (nem a mim próprio)". Limitam-se a dizer não, sabendo o motivo ou não (e não estou a incluir-te no saco atenção!). Eu não estou aqui a discutir o sexo dos anjos! As situações alteram-se, e podemos ficar sentados no sofá em tertúlia com amigos a dizer "não"; ou podemos ficar sentados no sofá sugerir soluções para evitar esses males dos quais o coro do "não" quer proteger o mundo.

Quanto aos saltos altos, segundo os sistémicos, a partir do momento em que usas algo passa a fazer parte do sistema que és tu. Posso pegar no caso dos cegos, achas que o sujeito cego termina na sua pele ou na ponta da vara que usa pra se guiar? E nem por isso a pessoa em causa parece mais ou menos cega.

Abre essa polémica, por muito difícil que possa parecer, concordo contigo quanto às touradas.

Irritadinha said...

Também eu estou preocupada. Primeiro porque concordo com a tua preocupação e segundo porque partilho a opinião em relação às touradas... :)

Henrique said...

Ó pá, eu não sou capaz de mudar o mundo (muito menos impulsionado por casais homo). Só acreditava que podia mudar algo quando era novo e tinha sonhos. Agora sou mais pragmático e ficaria contente se pudesse contribuir para não viessem a haver mais criancinhas com problemas. As que existem já chegam.

As touradas tb ? ai o caraças ...

Irritadinha said...

Precisam-se pragmáticos para amenizar, evitar, suavizar problemas da modernidade. Esse argumento da idade comigo não pega. Se antes tinhas outros pensamentos, a sabedoria e a experiência que foste adquirindo será mais do que útil se ao teu "não" juntares as soluções. (Agora nem me reconheci).

As touradas, a pena de morte... Tu vê lá o que dizes, ainda começamos a simpatizar um com o outro e isso seria um problema.

Henrique said...

Tenho todo o gosto em tentar arranjar soluções para problemas com os quais concordo.

Quanto ao resto ... :)

Irritadinha said...

Teimoso! Seja mas, acredito que também gosto em arranjar soluções para evitar males maiores às criancinhas (esta ideia ninguém me tira!).

Temos o gosto pelo mesmo clube em comum... começa a ser muita coisa. ahahahahahah quanto ao resto não tem remédio podes assumir que eu não choro (estou a brincar, também dias bons, pá!)

Irritadinha said...

"... tens gosto..."

Boop said...

Que pena não ter temo para acompanhar a vossa conversa!!!!

:(

(muito a sério!)

Beijos e divirtam-se!

© said...

bem, isto é quase como ler o guerra e paz...