Tuesday, February 23, 2010

Triste...


Acontecimentos como os que se passaram na Madeira trazem à vista de todos o pior do nosso jornalismo. A procura constante pela desgraça alheia, as perguntas sem nexo, para fazer render o tempo, provocam-me uma angústia terrível.

14 comments:

Abobrinha said...

EU acho mais giro os jornais a insistirem que há não sei quantos mortos num parque de estacionamento quando toda a gente diz que não, não morreu ali ninguém.

Mas pronto, eles vão sarar depressa e eu hei-de ir lá dar o apoio de que eles precisam: dinheiro de turismo e a minha gloriosa presença.

me. said...

O pior desta avidez de informação!

Caminha-se para seres da pior espécie humana.
Vulgariza-se o sofrimento em prol de audiências e lucros dos media...mais uns pontos negativos no progresso Of the hHuman kind!

Francis said...

pumpkin, nem mais, ainda hoje de manhã ouvia um dizer que tinham saído dali 6 cadaveres, para depois rematar que não sabia se realmente tinham sido encontrados no parque de estacionamento.
gloriosa presença é muito bom, depois faz uma advinha como Paris...

Francis said...

me., é essa tristeza mesmo.

© said...

meu bem, eu costumo dizer, enquanto os ouço, 'sangue... nós queremos sangue.'
é uma tristeza...


bom dia

Francis said...

ci meu bem, pois é.

escarlate said...

100% de acordo com este post


permites-me francis?... Abobrinha posso garantir que a coisa é bem mais preta do que qualquer notícia mas... importa mesmo quantos mortos saem do parque? quantos cadaveres estão soterrados ali ou acolá? quantos morreram afogados, arrastados, esmagados ou bla bla bla? caramba. foi trágico (é trágico!) e ponto final.
meios de comunicação... informação é algo importante e útil, tudo o resto são pormenores macabros que não dão vida nem reconstroem nada,chama-se mau jornalismo

Francis said...

escarlate, mi casa es su casa.

Abobrinha said...

Escarlate

Quando me apercebi do que se tinha passado liguei logo a uma amiga madeirense (que está agora no continente) a ver o que se passava com a família dela. Felizmente não há nada a registar do lado dela.

Que as notícias não consigam registar a destruição é natural. Mas ao menos sejam rigorosos: se não têm a certeza absoluta de que há mortos, não noticiem sem a certeza! A mim, que não conheço quem supostamente morreu não me acrescenta nada, mas aos familiares dos 32 (?) desaparecidos deve dar uma ansiedade tremenda.

Hugo said...

Comportam-se que nem abutres

Francis said...

hugo, exactamente.

loirices said...

uma tristeza que tenham virado arautos da desgraça.

HSP said...

Tema pouco fracturante. Toda a gente de acordo. Beijos e abraços. Arrisca, Francis, tipo: os tipos constroiem como loucos, em tudo o que é sítio e mesmo que não é sítio, onde devem e onde não devem, recebem milhões de IMT (a taxas mais reduzidas do que os ricos do contenente), aumentam drasticamente as consequencias das chuvadas, há merda da grossa e quem paga os milhões do prejuízo ? o contenente. É solidariedade só num sentido. A Madeira exige sempre mais e mais e mais. Por mim já há muito que eram independentes.
Outro: quanto às vítimas, paz à sua alma. Tenho sempre vontade de acrescentar algo em relação a algumas vítimas (aquelas que, a meu ver, nessas ocasiões arriscam desnecessária e irracionalmente), mas por respeito não vou dizer.
Pronto, eu gosto mesmo é de discussões.
É evidente que, não gostando particularmente da Madeira e do Chavez luso e dos seus lacaios, fiquei muito triste com o que aconteceu

Francis said...

loirica, é verdade.

hsp, escreve tu pá...eu por mim os gajos também eram independentes.