Monday, June 21, 2010

Professores metem baixa para evitar ver exames

Júri Nacional garante que a apresentação de atestados é “recorrente e sistemática” e impede a tranquilidade necessária ao processo

O Ministério da Educação não divulga números, mas um relatório revela que há cada vez mais casos de docentes que invocam problemas de saúde para não poderem trabalhar precisamente nos dias em que tinham de corrigir exames. A Fenprof pede fiscalização, em vez de “suspeitas generalizadas”.

Não sei se leram esta noticia. Eu li. Fiquei enojado e com imensa vergonha de ser português. Apetece-me escrever muito sobre isto, mas não tenho tempo.

2 comments:

San said...

Caro Brutus
Enojada fiquei eu com esta (e outras) notícias que têm saído, curiosamente netsa altura e sobre professores, sempre tendenciosas e incorrectas. Andei por 18 escolas e nunca assisti a esta cena dos atestados "para não ver exames". Mas atendendendo a que TODOS os exames de 9º ano de Matemática e Português e TODAS as provas de aferição do 4º e 6º anos de Matemática e Português são corrigidas graciosamente (só os exames de 12º são remunerados e mal pois a par da correcção ainda há que preencher várias tabelas estatísticas)também não me espanta, sobretudo porque agora a maioria dos professores são contratados e, apesar de vulneráveis, não estão para aturar este tipo de corveias.
De qualquer maneira devia prevalecer o bom senso. Há abusos? Corrijam-nos. O que não falta são mecanismos (visita domiciliária da ADSE, por exemplo). Mas é muito mais fácil contar com a alarvidade da comunicação social e envenenar a opinião pública para o que aí vem e já está em curso: o desmantelamento do ensino público.
Eu não tenho vergonha de ser portuguesa, tenho é vergonha de ver como os seus conterrâneos são tão facilmente enganados por um governo que já deu sobejas provas de faltar à verdade, traficar influências e privilegiar correligionários.

escarlate.due said...

por acaso faço minhas as palavras de SAN e sim, diria muito mais se tivesse tempo.
se tempos houve em que boa parte dos professores trabalhava meia duzia de horas e tinha 1 duzia de férias e nessa época sim muitas acusações lhes caíam que nem luvas, tempos há agora em que mal têm tempo para respirar e era bom que antes de os acusarem por tudo e por nada se dessem ao trabalho de realmente se informarem já que a comunicação social e o próprio ministério o não faz.
mas enfim, este é um país de futebol fado e fátima...