Thursday, October 21, 2010

Se o Benfica fosse o Porto, a crónica n´O Jogo hoje seria a seguinte:

O Sport Lisboa e Benfica realizou ontem mais uma exibição de antologia e de sonho, em terras de França, perante um Lyon, um grande da Europa que o campeão luso, com o seu futebol maravilha, vulgarizou e reduziu à sua mínima expressão.

O árbitro, que realizou um trabalho miserável e tendencioso, sempre a favor dos da casa, perdeu toda a vergonha quando, no final da primeira parte, e na sequência de uma simulação de falta por parte de um dos que equipava de azul, não hesitou em, cirurgicamente, expulsar a melhor unidade do Benfica.

Naturalmente que a equipa lusa se ressentiu de tão injusta decisão e, a partir daí, o futebol mágico que vinha praticando teve momentos de menor fulgor.

Apesar disso, o Benfica foi sempre a melhor equipa em campo, tendo humilhado o Lyon ao não lhe permitir a marcação “contra-corrente” de mais dois tentos, ambos resultado de jogadas fortuitas e fruto de aqueles acasos em que o futebol é fértil.

A partir de metade da segunda parte, o Lyon, vergado perante o poderio da águia, desapareceu completamente e, desde então, o Benfica, que vinha manifestando claro ascendente em todos os sectores do campo, passou a dominar completamente a partida, para gáudio dos milhares de emigrantes lusos que emolduravam o recinto. O caudal ofensivo do Benfica impressionava e “trocava os olhos” aos da casa. As hipóteses flagrantes de golo sucediam-se a um ritmo alucinante. O Lyon foi literalmente esmagado em termos de números de cantos o que, só por si, revela o retumbante sucesso desta incursão encarnada ao país do Napoleão que, se ainda fosse vivo, teria tido vergonha de ser francês.

No final do jogo, o treinador benfiquista manifestou a sua justificada revolta com o caseirismo da arbitragem, aliás partilhado por este escriba: “Sobre a exibição da minha equipa, nada tenho a dizer, pois considero que não interessa nada. Agora quanto à arbitragem, foi miserável. Peço que repitam as imagens da jogada ao minuto 53 na grande área do Lyon, em que houve uma grande penalidade flagrante que o árbitro fingiu não ver e que marcou o jogo, pois se tivesse sido assinalada teríamos facilmente ganho o jogo por 6 ou 7 bolas de diferença. Assim, só conseguimos um resultado menos bom. Os meus assessores confirmam o escândalo, juro pela saúde dos meus filhos que foi penalty e que eu morra aqui ceguinho se não foi. Se afinal não tiver sido, depois faço um “meia culpa” (sic) e segue para Bingo”.

Em resumo, uma expulsão injusta, um Benfica dominante e imperial, um resultado positivo (a bem gizada táctica do Benfica após sofrer o segundo golo tolheu os movimentos dos de azul, que não conseguiram marcar nem mais um golo) e, mais importante do que tudo, os nossos emigrantes têm fortes motivos para hoje irem trabalhar com um sorriso nos lábios e gozar com os seus colegas.

Uma nota final para Roberto: um gigante na baliza. Um guarda-redes fenomenal, provavelmente neste momento um dos melhores do mundo. Vale claramente o dobro daquilo que o Benfica pagou por eles.

Rápido e ágil, defendeu quase tudo o que havia para defender. Chegou a fazer algumas defesas de bolas impossíveis, sobretudo aquelas em que a bola, sem querer, lhe batia no corpo. Nota 10.

4 comments:

Francis said...

Resuminso, afinal achaste o quê ?

Roberto said...

Uma merda, né ? só se fosse estúpido, cego ou fanático, e n sou nenhuma das três.

PavlovDoorman said...

Vamos portanto continuar a ler a Bola e o Record, onde se faz jornalismo sério e imparcial.

Juôn Dragôn said...

Resumindo: a jornada europeia perfeita, com vitória de todas as equipas portuguesas e derrota do benfica. Afinal sempre há mais vida para além do défice.