Friday, September 30, 2011

O amor-próprio português

É baixo. Quer dizer baixo não, é miserável.

"Eu trabalho, eu sou educado, eu sou português, mas os portugueses são uma valente merda!", esta é a máxima para muitos. Os portugueses, tal como qualquer outro povo, possuem defeitos e virtudes. Não estou a dar nenhuma novidade, eu sei. Temos motivos para nos sentirmos envergonhados, sem dúvida, sendo o principal motivo o horror e asco que português sente por ter nascido neste país.

Falta-nos uma guerra com outra nação, ver o nosso território invadido para recuperar um espírito de coesão entre os indivíduos de uma nação que se perdeu.
Vivemos numa guerra civil psicológica. Seja com o vizinho do lado, os adeptos do clube rival ao nosso, os simpatizantes de outra ideologia politica que diste da nossa ou até com os gajos que vivem nas ilhas. Parecemos umas criancinhas mimadas que amuam entre si porque fulano de tal disse isto e nós não gostamos, e como tal "Portugal e os portugueses são uma merda!".
Por isso, parece-me uma guerra nos fazia bem. Por certo recuperávamos de forma mais consistente aquele espírito de coesão que se experimenta, de forma efémera, aquando de um Europeu ou Mundial de futebol.

Não se trata de sermos tolinhos e passar a achar que somos os maiores em tudo, manter os pés na terra significa tão somente perder ilusões megalómanas em relação às nossas qualidades, assim como, as ilusões suicidas relativamente aos nossos defeitos.

Temos a capacidade de ser um povo manifestamente afável com as pessoas de outras nações, para quando sermos afáveis entre nós?

Perdoem-me, se conseguirem, foi só mais um post de merda.

8 comments:

Francis said...

somos invejosos, é assim a vida. é o do fado.

Agostinho, o Charmoso said...

é, calhando é isso. Enquanto a culpa for do fado estamos nós bem.

Agostinho, o Charmoso said...

espera lá... Tu nem disseste que o meu gosto musical era duvidoso? Oh diacho...

Francis said...

eu também curto Carlos Paredes.

Rui Patrício said...

Não vejo a mínima razão para sermos "afáveis" entre nós, nem encontro "qualidades" especiais nos portugueses.
Para mim, as nacionalidades não se escolhem, são como os vizinhos, e eu calhei ser português. Se pudesse escolher outra nacionalidade era já e não tenho qualquer orgulho em ser português, bem pelo contrário, até tenho um pouco de vergonha, confesso.
Não sei se fui claro ...

Agostinho, o Charmoso said...

E tens vergonha... Porque?

Rui Patrício said...

Deves estar doido, são milhões de motivos, demorava dois dias a responder.

Agostinho, o Charmoso said...

já ouviste falar em síntese? Ou o teu dicionário não possui essa palavra?