Sunday, October 30, 2011

Um problema com 30min.

A propósito desta ideia de colocar os funcionários do sector privado a trabalhar mais 30min por dia dá azo a comentários muito engraçados nesse mundo magnifico dos jornais on.line, lêem-se barbaridades assustadoras. Por mim, que nunca tive um trabalho de abrir e fechar porta 9/18 - deve ser lindo, confesso - acho esta ideia catita, muito catita mesmo.

Mas vamos aos comentários. 3 chegam.

Marco, da Maia - "que me interessa a mim a a muitas empresas de comércio que o funcionário trabalhe mais meia hora se não entram clientes??? a meia hora sá serve para ter ainda mais despesa com luz e atrapalhar a vida do funcionário..."
Mário Cardoso, Olivais - "este ministro é a maior nulidade q eu já vi...não apresenta nada de novo...apresenta esta treta da meia hora q só vai gerar mais desemprego. é um zero à esquerda."
Charles Wood - "Talvez uma em cinco empresas consiga dar algum uso a isto, e provavelmente não irá ter contemplações em relação às "responsabilidades familiares ou académicas" dos empregados, o que até tem lógica: se eles não fossem preguiçosos, seriam patrões. "


Sempre trabalhei muito mais que os tais 30min diários, não consigo perceber o alcance da medida.

3 comments:

Goizzzzzz said...

Vai ter reflexos na Industria em que na linha de montagem ou nos ciclos de manufactura esses 30 minutos traduzem-se em mais unidades produzidas com os mesmos custos fixos.
Nos serviços ou comércio não tem expressão e para alguns até confunde.
Querem com isto aumentar produtividade e é aqui que a porca torce o rabo....

Francis said...

sim, faz sentido em fábricas só com 1 ou 2 turnos.

é bom para os gajos dos texteis e do calçado ali na zona norte comprarem mais uns ferraris.

Rick von Wolksvagen said...

à primeira vista tb achei a ideia absurda. Todavia, considerando que foi aplicada para encher o olho à Troika e EM VEZ da descida da TSU, uma ideia mais absurda ainda, acabei por me conformar. Do mal o menos e é como dizes: vai ter muito pouco ou nenhum impacto. A redução da TSU, por seu turno, iria ser dramática.