Sunday, October 30, 2011

Dicionário do português e seus hábitos - #2


Autocolante – Forma simples e prática de comunicar algo.

Já repararam como o português adora um autocolante?

O tipo compra um Porsche 911 branco (sim, o português também adora comprar carros brancos. Nada como parecer que tem um carro “de empresa”), e o que é que ele faz mal sai do stand? Pára na primeira loja que ele sinta que vende autocolantes para automóveis. Entra confiante e sai transpirando orgulho. Caraças, que a criatura comprou um autocolante de forma oval, na metade esquerda a bandeira nacional na metade direita um “P”. O único defeito do autocolante é não tocar o hino nacional quando o sol o aquece, mas aquele cidadão português vai inventar isso!
Link
O fenómeno do autocolante piora após o português ter filhos. Alguns ainda têm autocolantes com o Vitinho (lembram-se do Vitinho?)! Outros já possuem no seu possante um autocolante com um personagem mais actual, todavia a mensagem é a mesma: “Bebé a bordo”. Hoje vi um vidro onde estavam três autocolantes com esta mensagem. Qual é a ideia? Simples. O vidro traseiro não é um vidro, é tão somente uma caderneta de cromos na qual habitam autocolantes com bonecos infantis e mensagens estranhas. A mística em torno destes “cromos” é tão grande que os seus possuidores acreditam que apenas por os ditos autocolantes lá estarem quem segue atrás deles vai ser mais cuidadoso ou então não leva com riscos no carro. Uma sugestão, meus queridos, colem esses autocolantes na parte interna da pála que visa proteger da luminosidade excessiva. É. Ninguém mais do que vocês tem de ter cuidado durante a condução por ter um “bebé a bordo”.

Frigorífico novo? Autocolante nele!

Natal? Autocolante com o Pai Natal em todas as janelas da casa que os vizinhos têm de invejar o nosso espírito natalício!

Há greve? Onde é que estão os autocolantes do sindicato, pá? Sem autocolante não há greve!

Sabem porque motivo os portugueses andam a contribuir menos para as campanhas de solidariedade? Porque na contribuição os gajos não dão um autocolante. É. Vide a campanha da Liga Portuguesa contra o cancro, a malta contribui porque mesmo que dê apenas um cêntimo sabe que vai receber um autocolante para usar na lapela. E o impacto que isso causa? “Caraças pá, aquele gajo contribui... e já tem o autocolante com o novo logótipo!”.

Quem quer levar o português à certa é prometer-lhe um autocolante. Aposto que o nosso PM amanhã anunciar que os salários vão passar a ser pagos em autocolantes a greve de 24 de Novembro é desconvocada.

Um problema com 30min.

A propósito desta ideia de colocar os funcionários do sector privado a trabalhar mais 30min por dia dá azo a comentários muito engraçados nesse mundo magnifico dos jornais on.line, lêem-se barbaridades assustadoras. Por mim, que nunca tive um trabalho de abrir e fechar porta 9/18 - deve ser lindo, confesso - acho esta ideia catita, muito catita mesmo.

Mas vamos aos comentários. 3 chegam.

Marco, da Maia - "que me interessa a mim a a muitas empresas de comércio que o funcionário trabalhe mais meia hora se não entram clientes??? a meia hora sá serve para ter ainda mais despesa com luz e atrapalhar a vida do funcionário..."
Mário Cardoso, Olivais - "este ministro é a maior nulidade q eu já vi...não apresenta nada de novo...apresenta esta treta da meia hora q só vai gerar mais desemprego. é um zero à esquerda."
Charles Wood - "Talvez uma em cinco empresas consiga dar algum uso a isto, e provavelmente não irá ter contemplações em relação às "responsabilidades familiares ou académicas" dos empregados, o que até tem lógica: se eles não fossem preguiçosos, seriam patrões. "


Sempre trabalhei muito mais que os tais 30min diários, não consigo perceber o alcance da medida.

Thursday, October 27, 2011

Homens...



Mãozinha debaixo da mesa? Estava a ver se tinha trocos para o café, claro.


E onde anda o pastor deste blog, o Francis? Cadê? Foi ao Algarve fazer um estudo ambiental sobre o impacto do uso do burro, como meio de transporte, na carteira dos tugas.

"Que queres para prenda de aniversário?"

Por norma irrita-me que façam esta pergunta, pior só colocar a pessoa dentro de uma loja e dizerem "escolhe". Quiçá pelo estado tempo, já sei o que quero para prenda no dia de hoje: chocolate belga!

Mais concretamente este...



Porém, uma singela flor caía bem. Por exemplo um túlipa destas...

Wednesday, October 26, 2011

Nascemos para amarrar o burro


"A culpa é do capitalismo" - A certa altura, séc. XIV, em que os produtores de cereais e outros alimentos não conseguiam guardar os seus produtos de um ano para o outro porque obviamente se estragavam, surgiu uma ideia: se não podem guardar alimentos de um ano para outro porque perecem, porém, podem guardar o dinheiro que eles valem. Surge assim a burguesia e o capitalismo dá os seus primeiros passos (apesar da criação do termo ser relativamente recente na História). A distribuição de dinheiro é equivalente à distribuição de poder. E o seu poder é tão grande que hoje anda meio mundo a gritar "Ai Jesus!" ao outro meio...
Deixou de se plantar hectares de milho para receber duas arrobas da colheita, passou-se a trabalhar para receber dinheiro. A moda pegou e o dinheiro veio para ficar. Surgiram assimetrias sociais, claro. Foram desbastadas, mas deixem-se de tretas, enquanto houver dinheiro há assimetrias sociais. O tipo de capitalismo actual é imoral? Não, a moralidade é uma qualidade humana o capitalismo é um modelo económico. Quando se coloca uma "máquina" gigante em funcionamento temos duas hipóteses: ou já possuímos conhecimentos anteriores que nos permitem guiá-la ou somos atropelados por ela e vamos para casa fazer apontamentos.
"Ah não, o capitalismo de estado é que era bom para nós"... sim, resultou na Rússia certo? Bem me parecia.

Os políticos não prestam - Verdade. Estou completamente de acordo. Já olharam bem para o nosso quadro político? É patético. O líder do partida da família é homossexual; o Louçã devia ser preso pelas barbaridades que diz (sim, porque ele sabe perfeitamente que o que diz ia salvar a classe operária por um ano e no ano seguinte a classe operária deixava de existir); o PS parece uma criança que se perdeu dos pais na selva: totalmente desestruturado (e o mais estranho no PS nem foi o Sócrates ou agora o Seguro, o mais estranho no PS foi o seu fundador); o PCP... desculpem mas falham-me os adjectivos no momento. Sobra-nos o nosso Primeiro Ministro que actualmente deve ser o tipo mais insultado do país.
Espero que as medidas resultem, já deviam ter surgido há mais tempo (dez anos atrás pelo menos). Visto já não termos o saudoso escudo o mecanismo é simples: baixam-se os salários, o custo da produção diminui e aumenta a competitividade.

Os bancos são maus - Pois são. Não existem para ser nossos amigos e sim para fazer negócios. E se os bancos na Europa são maus, que dizer dos bancos na América?

A Merkel é que nos está a lixar - Também. A cultura alemã é de um enorme pragmatismo produtivo (ao contrário da nossa, aliás em Portugal se alguém trabalha mais que os outros é porque quer dar nas vistas...). Se algum corajoso quiser fazer a corte à Merkel e convencê-la a deixar a inflação subir...

A greve é que nos vai safar - Se os sindicatos já tivessem feito uma actualização no seu conhecimento e de vez em quando mudassem as virgulas nos discursos eu acreditava, assim duvido. Acho que só falta convocarem uma greve geral para o próximo 25 de Dezembro para se cair ainda mais no descrédito. Claro que há a hipótese de imitar o modelo grego e viver em greve. Sim, dá. Mas se ninguém trabalha, o país não produz como é que querem sair do buraco? Afinal de contas qual é a parte do "Quando se recorre ao FMI é porque o país está na iminência da falência ou já faliu" que ainda não entenderam?

Não há cultura empresarial em Portugal - É uma miragem. O empresário português mal ganha uns trocos em vez de investir na empresa compra um Jaguar para ele e outro para a esposa. No fundo é como se pertencesse à nobreza, o tipo não anda: paira. E esta falta de cultura é fácil de verificar, um tipo ganha um prémio catita no Euromilhões e vai abrir uma padaria numa rua onde já há outras três!
Os nossos empresários são os antigos vendedores de especiarias, só que agora usam roupas mais caras.


Os próximos tempos vão ser duros. Não é novidade. Vai haver fome, miséria e muitas pessoas a morrer (quer seja pela fome, pelo aumento de criminalidade violenta e pelos movimentos que vão surgir). Talvez muitos dos que faziam um sorriso sarcástico quando alguém contava que "no tempo dele" era uma sardinha para sete pessoas passe a achar a sardinha um peixe enorme que dura para o jantar de toda uma semana.

Será que se vai aprender alguma coisa?
Duvido.

Estes tempos são bons para alguém? Teoricamente são bons para nos fazer reconsiderar tudo e mudar a nossa estratégia na vida, na prática são bons para sectores religiosos e comerciais. Quem ainda não notou o aumento de Testemunha de Jeová nas ruas? Quem diz os tipos de Jeová diz das outras religiões. As lojas de penhores crescem como cogumelos. Aproveitar o desespero dos outros e fazer negócio com isso é um dom, o público alvo só tem de estar atento e esquivar-se.
Também gosto dos anúncio dos hipermercados "Nós sim, respeitamos o seu dinheiro" ou então "Os outros falam mas os estudos comprovam que nós somos os mais baratos". Nada como uma linguagem bem empregue para levar à certa qualquer desesperado.

Tuesday, October 25, 2011

Casa dos degredos



Não sei se já disse, mas adoro a Maria Rueff (sobretudo pelos sotaques que faz).

Monday, October 24, 2011

Sporting ganha? Francis comemora!



E claro fica como o Domingos Paciência e acorda muito melhor.


Não sei se foi da vitória do Sporting, mas telefonaram-me. Atendi, ninguém respondeu. Daí a cinco minutos o mesmo número envia-me uma SMS: "Kem és?". É bom o gajo liga-me e eu é que tenho de me identificar, como a minha religião é muito rígida não me deixa responder a pessoas que escrevem com "k". Três minutos depois nova SMS do mesmo número: "Olá linda sou eu. Amanhã sempre vais?". Tornei a ficar em silêncio e recebo nova mensagem: "Séje kem for k me desculpe so agora vi que me enganei o nomero". Topei logo: com o "séje" o gajo é do Algarve.

Mas isto das SMS que vão ter ao destinatário errado origina sempre situações curiosas. Uns oito anos atrás, recebo uma SMS que rezava assim: "Larga o meu marido!". Achei catita e respondi: "Peço desculpa, foi a última vez. Ass: João Miguel".

Dicionário do português e seu hábitos - #1

Gratuito O que não comporta despesas na aquisição de algo.

Exemplo: Lisboa, Praça do Rossio, nove da manhã. Chove torrencialmente. Manuel está na fila para o autocarro, está atrasado para o emprego, não tem guarda-chuva e na fila para o autocarro existem 21 pessoas para entrar antes dele. Num olhar inocente rumo ao horizonte, vislumbra uma banca onde se lê a frase: “Amostras gratuitas”. Manuel larga tudo: a fila, esquece-se do atraso e decide ensopar a roupa do corpo num sinuoso bailado para se desviar dos automóveis tudo para alcançar a banca onde estão a dar algo.

- Bom dia! Então está a oferecer o quê?
- Bom dia senhor! São amostras de Hepatite B, deseja experimentar?
- Hum... Mas isso é mesmo de borla?
- Completamente! A primeira amostra é gratuita, caso queira repetir tem aqui um cartão com o nosso contacto para requisitar a segunda remessa!
- E como é que isso se usa?
- Abre a saqueta, mistura energicamente, num copo de água e bebe em jejum. Estamos a lançar uma nova gama de produtos no mercado e de eficiência cientificamente comprovada!

Não se pense que o português é leviano. Longe disso! O gratuito abre uma importante porta: a do destaque social.

Imaginem só o sucesso que não será Manuel chegado ao seu emprego afirmar com empáfia: “Cambada, hoje ganhei Hepatite B. E de borla!”. Em seu redor há um misto de respeito e inveja. O colega que mais compete com Manuel, mentalmente, pragueja: “Sacana! E eu tive de pagar duas pêgas para conseguir ter uma Hepatite B! Não tenho sorte nenhuma! Hás-de curar-te só para aprenderes a não ser gabarolas!”. Porém surge também a admiração, por parte do colega que é amigo de infância de Manuel: “Este gajo consegue tudo o que quer! Que sortudo! Sempre disse que queria seguir as pisadas do tio que morreu de Hepatite B. Que perseverança nos objectivos, que classe! Sinto-me honrado por ser seu amigo. Que será o jantar hoje?”.

Claro que Manuel, como qualquer outro sujeito luso, beneficiado por uma borla vai ser explorado. Vão começar conversas na hora do café mais amenas e repletas de elogios que têm apenas um objectivo: saber onde Manuel conseguiu aquela amostra gratuita, e arranjarem uma para eles também.

Conclusão: o português pode não ter habilidade para muita coisa, mas em havendo uma borla até finge conhecer um morto só para almoçar à borla no funeral.

Sunday, October 23, 2011

Consequência de engordar

Este jovem pesava inicialmente 87kg, bem distribuídos verdade seja dita, e decidiu engordar até aos 120kg para compreender o processo do aumento de peso e assim ajudar os outros.



É original.

Desconheço a que conclusão ele chegou e se terá aprendido algo que possa usar na ajuda a outros, mas para mim há algo muito claro neste processo de aumento de peso: engordar faz crescer pêlos.

Saturday, October 22, 2011

Devaneios #1

Observo com curiosidade o fenómeno da descrença num Deus.

Será uma moda?
A ruptura massiva na crença de que o transcendente é possível?
Uma corrente de novos hábitos que elimina esta crença porque quando ela se encontrava mais presente as pessoas viviam na ignorância?

Não sei. Honestamente não escrevo isto para defender que A é melhor que B, longe disso. Sou só eu a pensar alto. Simples.

Será que o "não invocar o santo nome Deus em vão" foi seguido tão à risca que levou ao "esquecimento"? Em França, por exemplo, existiam (desconheço se ainda fazem uso) expressões substitutas que permitiam referi-Lo sem o invocar. Da mesma forma que uma informação poucas vezes recapitulada é esquecida, uma crença (que de uma certa forma) se auto-silencia também não cria raízes, ou então definha.

Aparentemente a crença numa entidade superior é universal a várias culturas e povos, e talvez a descrença seja o fruto de uma rebeldia intelectual. Uma espécie de Grito do Ipiranga racional.
A meu ver, a crença na entidade transcendente a nós será universal a religião (como a conhecemos actualmente) não. Ou é obrigatório que por não aceitar o produto vendido por uma religião, sou automaticamente impelida a negar a existência de Deus?

Talvez Deus seja uma consciência global e transversal a todos, de grande utilidade, na qual choramos os azares e quem atribuímos erros, ou apenas, com quem conversamos e de onde vamos buscar respostas em forma de motivação ou somente uma entidade que nos multiplica as dúvidas. Sair da equação-problema é uma forma de acalmar a consciência de cada um, e assim ter um sono mais tranquilo. Claro que isto daria azo a no final das contas cada um tivesse o seu Deus. De certa forma isto já acontece, se o mesmo acontecimento tem tantas leituras distintas quanto o número de pessoas nele envolvido ou que a ele assiste, porque cada um percepciona a realidade à sua maneira... o conceito de Deus também varia de pessoa para pessoa.

E se Deus for apenas um momento? Sim. Aqueles momentos em que tens um diálogo interno revês o que disseste, a forma como agiste e até reorganizas a forma como enfrentarás a próxima situação similar?

Existem alguns comportamentos que temos que são puramente automáticos, mas como vieram de nós, teimamos em afirmar que tínhamos consciência dos mesmos e que os praticamos porque queríamos. Tretas. Simplesmente é-nos dificil assumir que não controlamos tudo, sobretudo a nós próprios. Então porque havíamos de admitir a existência de um Alguém acima de nós? E que ainda por cima uma instituição diz que Ele nos criou e está sempre de olho em nós?


A questão d'Ele existir ou não parece-me ser a máscara para um facto simples: há um grupo de pessoas que acredita que precisamos de uma entidade que nos guie, puna, acarinhe e dê sentido à nossa existência; e um outro grupo de pessoas que tem uma forte crença na nossa auto-suficiência a todos os níveis.

Felizmente tenho muito a aprender, mas uma das coisas que já memorizei é simples: questionar dificulta a interacção com os demais e conduz a más interpretações. Se Ele existir, espero que seja mais compreensivo que os meus semelhantes.

Friday, October 21, 2011

Relação platónica

Uma amiga chega junto de outra com uma enorme dúvida...

- O meu namorado diz que quer ter uma relação platónica, mas não sei o que isso é!
- Nem eu, mas pelo sim pelo não leva vaselina e seja o que Deus quiser.

Thursday, October 20, 2011

Sozinho ? É uma questão de prioridades ...












Deixaram-me aqui sózinho...

E se eu disser mal dos funcionários públicos que acham que têm direito a 14 meses de ordenado quando na realidade só trabalham 9 ? É as baixas, é as tolerâncias de ponto ( coisa mais magnifica do funcionalismo público ), é as baldas, é o baixo rendimento...ah trabalhamos para um estado falido, foda-se, contribuíram para ele ao não fazerem um caralho. Nem nas Caldas é assim. Amanhem-se, vão à procura de emprego. Façam-se à vida.

Like a fine wine she improves with age!!!

Wednesday, October 19, 2011

Want you back

O quotidiano das etiquetas

Temos uma enorme necessidade de agrupar/etiquetar/categorizar tudo. É muito útil quando chegamos a um supermercado e sabemos que as hortaliças estão todas juntas. Realizamos este agrupamento com também com os que nos rodeiam.

Por exemplo:
Pela forma como me visto sou beta, pelas músicas que oiço oscilo entre o freak e o antiquada. Adoro a área que estudo o que faz de mim uma nerd, mas por vezes falto às aulas logo passo a ser baldas. Quando faço criticas que na leitura dos outros não têm grande fundamento tenho mau feitio, por outro lado se acham que têm fundamento tenho espírito critico. Trato os meus pais por “você”, logo, sou beta (again).

Já reparam quantas etiquetas vos foram dando ao longo do tempo? Quais são as vossas?

Tuesday, October 18, 2011

A minha mania de ser implicante


O Facebook é uma coisa idiota. Como é que o mundo continuava se nunca ninguém o tivesse criado? Como sempre, rotação, translação, dia/noite um ano e outro. O sonho de alguns é que no seu perfil pessoal consigam ter cinco mil amigos. CINCO MIL! Nunca viu metade nem mais gordos nem mais magros mas são CINCO MIL! E provavelmente até já fazem planos para criar outra página pessoal para coleccionar mais cinco mil. Pode funcionar como muro das lamentações versão moderna: "ups... tenho uma malha na meia!". E? Até para os telemóveis esta febre foi boa, não importa se é cor-de-reosa às pitninhas amarelas: tem acesso às redes sociais.

No fundo é um palco e há um sem número de candidatos ao papel principal na "sua" rede.

Mas há quem diga que não vive sem aquilo, isso não me entra na cabeça. Há quem se queixe que os funcionários passam o dia no Facebook, há quem se queixe que o chefe é mau e não o deixa expressar-se no Facebook. Bem-feita, para ambos. Para o chefe porque com dois dedos de testa chamava um informático e o acesso dos funcionários a determinados sites era barrado, e aos funcionários porque estão lá para trabalhar não é para brincar ao "Meu querido diário".

Também não entendo muito bem as queixas de pessoas que metem para lá fotos de amigos (que não usam a rede) e família e depois ficam muito chocados porque já meio mundo sabe quem são os elementos da família. As definições de privacidade funcionam... activar as mesmas não é tão complicado como parece, se elas estão lá é dar-lhes uso.

"E não achas que tenha alguma utilidade?", claro que tem!

Em primeiro lugar tem imensa utilidade para o criador e a sua conta bancária, em segundo deu origem a um argumento para um filme. Não chega? Ok... existem mais.

A) Efeitos na auto-estima e o respeito dos amigos

- Eh pá! Tu nem vais acreditar! Sabes aquela boazona da novela que andou lá a comer o futebolista X e agora é lésbica?
- Ena essa boazona! Boa, boa...
- Sou amigo dela!
- Deves...
- Sério pá! Sou amigo dela!
- Mas quê? Tipo a gaja vai contigo a Massamá comer um coirato?
- Não, é minha amiga no Facebook.

Isto aplica-se tanto a homens como a mulheres.

- Ai eu sou amiga do José Fidalgo...
- Jura? E aquilo é mesmo tudo dele?
- Pelas fotos que tem no Facebook, diria que sim...

B) Efeito na auto-estima e o desejo dos desconhecidos

Efeito idêntico em homens e mulheres que se baseia na falta de dinheiro para ir a um psicólogo tentar resolver problemas de auto-estima e os conflitos que originam uma severa carência afectiva. Os homens colocam fotos em poses cativantes (sejam eles próprios atraentes ou não), as mulheres fazem o mesmo mas juntam-lhe um generoso decote. Chovem comentários a transbordar sinais de cio, prova disso é que até uma bota da tropa em fase de cio parece um mulherão ou um Deus Grego.
Há forma mais sincera de fazer amigos? Bem me parecia que não.

C) Criação de grupos

Existem grupos com interesse e sem interesse. Há espaço para tudo. Boas ou más é sinal que ainda vão existindo ideias.

D) Divulgação de produtos

Este sim, para mim, o maior ponto de interesse do Facebook. Seja um livro, peça de teatro, bar, ou blog o Facebook é a forma mais fácil e a custo zero de divulgar algo.

E) Treino do piropo

Uma das formas de aprender é por tentativa e erro, vai daí a malta faz treinos nas redes sociais. "Então ó jeitosa, é impressão minha ou vi-te ontem a escolher alfaces no Lidl?"; "És mesmo DJ ou só de passares ouvem-se os anjos a tocar harpa?"...

F) Tentativa patética de aproximar os políticos do povo

Gostava de escrever algo, porém parece-me que o nome do tópico diz tudo.



Os mais sensíveis que me perdoem mas essa coisa de "redes sociais para fazer amigos" não é algo em que acredite, são sim um passatempo que está a ocupar boa parte do tempo de alguns.

O poder das mulheres

Monday, October 17, 2011

Irritante mesmo é estas gajas não serem nossas amigas.



Porra, pá.
Alguém tem o numero de telefone delas ?
Fazem domicílios ?

Só merdas que me atormentam.

Uma dúvida existencial

Há uma merda de uma dúvida que me assola todos os dias: quando tenho uma chamada perdida tenho ou não o dever de ligar de volta ??

Eu acharia que não (quanto mais não seja porque odeio falar ao telefone), e que, se alguém quer falar comigo, que ligue de novo as vezes que forem necessárias até que eu atenda.
Só que, aos poucos, fui ficando com a ideia que as pessoas ficam ofendidas se eu não ligar de volta. "Não viste a minha chamada ?", "porque é que não ligaste ?" e por aí fora, ao ponto de eu, actualmente, ter que arranjar desculpas para as chamadas que não pude ou não me apeteceu atender.
Eu acho que hoje em dia a maioria das pessoas quando faz um telefonema e ninguém atende fica à espera que lhe liguem de volta logo a seguir e isso IRRITA-ME !

Ou estou a ver tudo mal ?

Neste blog...




Há coisas que se podem fazer e outras não:

- Não há fotos de homens porque isso não tem interesse, mas há fotos de mulheres. Lembram-se dos calendários das oficinas? Este blog tem semanas em que é uma extensão virtual dos ditos.

- Eu não posso atropelar o post de ninguém. Tem a sua lógica... o outro gastou tempo e tal, não é agradável. Mas em suma se eu atropelo algum dos dois senhores aqui do blog cai tudo, se algum deles me atropela: está tudo bem, ela só faz posts de merda mesmo.

- Se alguém não publica é porque está amuado. Se alguém publica todos os dias é porque anda com excesso de produtividade e algum dos colegas de blog amua pelo excesso de produtividade do primeiro.

E depois eu é que tenho feitio soviético e mais o raio que me parta.

Sunday, October 16, 2011

Vocês combinam....

Este gajo é que é o verdadeiro malandro.

Um maratonista britânico decidiu apanhar um autocarro para cortar a meta mais cedo. E conseguiu: ganhou uma medalha de bronze e ainda disse que a corrida foi muito dura. No final, ganhou vergonha e perdeu a medalha.

Rob Sloan, de 31 anos, correu ao longo de 32 quilómetros na maratona de Salomon Kielder, em Inglaterra. Faltavam cerca de dez quilómetros para o final da competição. Mas Rob Sloan, cansado, decidiu apanhar um autocarro e assim ganhar vantagem sobre os restantes maratonistas.

Saiu na paragem mais próxima da meta, que cortou em terceiro lugar, ganhando a medalha de bronze. Logo no final da corrida disse à BBC que tinha sido uma competição muito difícil.

O "crime" seria perfeito se os outros corredores não tivessem estranhado o facto de Rob Sloan não ter passado por eles. O falso vencedor ainda negou as suspeitas, dizendo que não passavam de boatos risíveis, mas acabou por confessar o delito.

Rob Sloan defendeu-se: disse que estava cansado quando decidiu apanhar o autocarro. Agora, além de desclassificado, corre o risco de ser expulso do seu clube e de ser proibido de voltar a correr em maratonas.

É...

Friday, October 14, 2011

Tudo impressionado com discurso de Barroso sobre o estado da Nação.

Sim, Nação, Europa. O homem foi vigoroso. O homem foi directo. O homem não teve papas na lingua. Foda-se o homem foi o maior yes man que eles conseguiram arranjar. O homem só é superado em ego pelo seu ex.chefe no tempo do Cavaco. Sim, esse um dos politicos mais incompetenets que passaram por Portugal ( passou mesmo ? ) e por Bruxelas ( não passou mesmo, aqui é garantido que não passou ) . O homem que entregou o país de mão beijada aos socialistas. O homem que foi comido por um incompetente como o Sampaio ( foda-se é triste ser-se comido por esta meio bife ) pior só pelo Guterres ( não gozem que o este artolas sai à noite com a Angelina Jolie ). O homem que teve o desplante de deixar o país entregue ao palerma do Santana Lopes. Talvez a culpa disto tudo tenha sido a reunião do grupo Bidelberg, na Penha Longa uns meses antes, onde ficou decidido que a Europa tinha que estoirar socialmente, e para isso nada melhor que um governo socialista. Quem eram os PM's na altura ? Pois. O homem tem um ego desmedido, está feliz da vida. o que acontece na realidade ao pessoal é-lhe, e não só a ele, completamente indiferente. O homem viaja de Falcon com o Pereira Coutinho. O homem passa férias no Mediterrânico no iate do Niarchos. O homem tem entrada em qualquer lado do mundo sem pestanejar. Para que queria o homem estar em Portugal ? Yes man. O homem vai ter um tacho como o Guterres, o Sampaio, até o Freitas do Amaral, pasmem este gajo, lambe botas do mais descarado foi de fundador do CDS, sim de direita, democrata cristão, ( bem o Pina Moura ainda conseguiu ser melhor ) a apoiante do PS, fã de Sócrates, chegou a Presidente da Assembleia da ONU. A sério, não estou a gozar.
Enfim, tu e eu, estamos fodidos, eles lá hão-de arranjar tachos uns para os outros. Na boa. Sem problemas. Pode-se dizer foda-se no Facebook ? Apetecia-me publicar lá esta merda. Bem já disse no mural de uma delegada do PSD metade do que disse aqui, sim metade, não quis ser tão violento. Aliás foi por isso que escrevi esta conversa toda por que estava lá o tal discurso brilhante deste gajo.

Enfim, amanhã vou para Hong Kong com o malandro, e isso é que conta. Bute, meu. A380 és nosso.

( send by my brick at casino monte carlo )

Está aqui uma gaja num Lotus a fazer-me olhinhos.
Estou lixado não falo francês. Mas toco piano.

Crazy


e não citei nenhum dos brilhantes filósofos contemporâneos. nem antigos. aliás não conheço nenhum dos que os meus colegas falam.

Is this the real life ? Is this just a fantasy ?


No money no funny


- Steve Jobs : MENTE BRILHANTE
- Passos Coelho : MENTE MUITO
- Cavaco Silva : MENTE BASTANTE
- José Sócrates : MENTE ENQUANTO PODE

Uma fotografia vale muito mais do que mil palavras.

Thursday, October 13, 2011

A divida pública


Batida, mas actual assim é a dívida pública portuguesa. Um problema tão complexo tem de ser abordado de vários pontos de vista.

Comecemos pelo lar, a família esse pilar da sociedade onde ainda reina uma forte crença numa entidade superior aos comuns mortais. Dona Goreti afirma sem receios que a responsabilidade da dívida estar tão lançada na vida é de Deus: “Ah... esse malandro foi passar férias a Saturno, diz que agora não existem para lá ventos muitos fortes e lá foi Ele. E como já idoso, 'tadinho, esqueceu-se de nós será que Deus tem Alzheimer?”.

Do ponto de vista político a explicação é simples e rápida: “A culpa é dos mercados económicos, vim aqui andar nos carrinhos de choque porque na entrada afirmam que menina bonita bonita não paga!”. Quem dá a explicação que pode a mais não é obrigado...

Numa elevação bem maior, as teorias sociais rezam que a culpa é do Médio Oriente que continua a produzir droga massivamente para destruir a sociedade ocidental e assim provar que o modelos social deles é melhor que o nosso. E a droga é sempre aquela coisa chata, não necessariamente porque vicia as pessoas, mas porque os traficantes usam e abusam da nossa costa e dinheiro pelo uso da dita nem vê-lo... E por falar em coisas que chegam à nossa costa sem pagar impostos, falemos de África que continua a produzir massivamente gente para entrar ilegal no nosso país.

A culpa disto estar como está é também da evolução da medicina. É. Pois com o aumento dos cuidados de saúde a esperança média de vida é muito maior. Séculos atrás e aos 30 anos uma pessoa podia ir começando a escolher a urna, hoje em dia é a desgraça a que assistimos. Aliás a medicina é tão eficaz que as pessoas mesmo a viverem com reformas miseráveis teimam em continuar a viver. E daqui se retira uma importante conclusão: o organismo dos mais pobres é mais resistente à crise que o organismo dos mais ricos, conferindo-lhes vantagem biológica ao nível da sobrevivência (Darwin you are allways on my mind, babe).

E nem vou apontar o dedo às prostitutas, porque elas também não ligam a isso. A culpa mora no centro da cidade nos bairros sociais onde vivem os ciganos a pagar rendas patéticas. Calma aquilo até parece um condomínio fechado, existem Mercedes e BMW novos nas ruas desses bairros. E deixem de ser anjinhos que não é pela t-shirt da “Lagosta” ou a encharpe do “Goucha” (entenda-se Gucci...) que eles vedem na barraca, é mesmo pela droga e pelas armas. E também ninguém paga imposto disto e vá mais uma ajuda para a alimentação da divida pública.

Do leste chegou a vodka e as Svetlanas. É verdade, Dulce Augusta já não limpa a casa ninguém porque os portugueses preferem ter a casa limpa à base de vodka, parece que desinfecta melhor... e o cheiro deturpa o raciocínio e a mão na carteira... Se é para pagar por debaixo da mesa paguem aos nossos! Agora lá vai Dulce Augusta engrossar a fila do fundo de desemprego, e lá está a dívida a aumentar novamente. Daqui se pode retirar outra conclusão: problemas domésticos mal resolvidos contribuem para os problemas públicos do país! É.

A culpa da dívida pública galga fronteiras. Refiro-me claramente aos McCann. O Ministério Público a gastar dinheiro com eles e qual foi o agradecimento? Insultam a polícia! Não que eles não mereçam ser insultados, porque muitos vendem droga daquela que apreendem para ganhar uns extras, mas caramba esta situação relembrou claramente o Ultimato que a Inglaterra dez a Portugal corria o ano de mil oito e noventa! Isto veio tocar numa ferida ainda não sarada e que chutou Portugal para o antro da humilhação e depressão... E quando estão deprimidas o que é que as pessoas fazem? Metem baixa... pimba, diminui a produtividade aumenta a dívida pública. De relembrar ainda que o aldeamento onde o dito casal ficou fechou, portanto mais desemprego.

A reputação de Portugal é tão má que nem os chineses querem morrer cá! Cuspir passeio ainda vá agora morrer? Deves... E falando em cuspir para o passeio, a culpa é também dos chineses. Mandam cada bisga para os passeios que o mais incauto idoso escorrega caí e depois lá vai para o hospital gastar fundos do Ministério da Saúde. Portanto nem ajudam as nossas funerárias e ainda prejudicam o Ministério da Saúde e mais uns quantos porque raramente os empregados deles estão “legais”.

Por último o empregado de mesa não está completamente errado, tivesse D. Afonso Henriques ficado em casa a falar com a mãe em vez de ir fundar uma nação, hoje em dia éramos espanhóis e a culpa era do primeiro ministro espanhol, assim é do D. Afonso Henriques.
Somos o fruto dos erros passados meditando sobre um futuro com problema de dimensão maior, porque vivemos numa mentalidade de "quem vier atrás que feche a porta. Em Portugal a culpa não morre solteira, morre viúva... e de vários maridos.

Shame on you if you fool once Shame on me if you fool me twice



Sou muita sensível, pá.

Wednesday, October 12, 2011

Eu sou muito bom

Ontem sai do Lux às 7 da manhã. Atracadas a mim vieram duas irmãs, gémeas, com 20 anos. Levo-as para o meu loft.

Às 7.30 chego a casa e toca a aviá-las. Duas horas depois pedem misericórdia e desmaiam de cansaço e prazer.

Como estava cheio de energia, decidi ir malhar para o ginásio. No caminho ligou-me um cliente japonês que me implorou que lhe fizesse um projecto para um arranha-céus em Tóquio, com uma piscina olímpica no terraço. Esgalhei o projecto na minha Vespa, a caminho do Holmes Place.

Depois de duas horas no ginásio, decidi ir ao Guincho apanhar umas ondas.

Estava fantástico. Acabei, enrolei um charro e bebi um Bourbon, como faz John Wayne naqueles filmes todos que eu conheço. Antes de acabar o Bourbon, ligou-me o Jorge Jesus a pedir a linha para o próximo jogo.

Regressei a Lisboa e fui ao supermercado do Corte Inglês. Acabei o curso de Sushi Man e hoje resolvi fazer um jantar japonês para os meus amigos, a que se seguirão umas partidas de bridge com o Omar Shariff e outros amigalhaços (devia meter aqui umas cenas culturais, mas agora não tenho tempo para googlar).

Antes de chegar a casa, ligou-me o Balsemão a desafiar-me para um jogo de golfe. Já estava atrasado, mas não podia recusar.

Chego a casa, as manas já tinham acordado e estavam outra vez viçosas e tesudas. Descarreguei as compras, fiz um projecto para um centro cultural em Vancouver e depois tive que as aviar de novo. Quando estava quase a ficar com pena delas, resolvi parar.

Sou um malandro muita bom, essa é que é essa.

A vida está boa para alguém? Sim!


Para quem é que a vida está boa? Para os ciganos!

Longe vão os tempos em que nascer na etnia cigana era considerado como algo menos positivo. Actualmente mais vale nascer cigano do que em berço de ouro. Porquê?

- O cigano é o único sujeito em Portugal que leva a família para dormir no jardim em frente à câmara municipal e dois dias depois tem uma casa ao preço da banana.

- O cigano é o único sujeito em Portugal que nunca é acusado de má-educação. Ninguém diz que um cigano é mal-educado, quando muito diz-se "Pronto é cigano".

- O cigano é o único sujeito em Portugal que pode tratar as mais altas figuras do estado por tu, mandá-los à merda e cuspir na cara dos ditos sem ser preso ou pelo menos levar um murro dos seguranças e com sorte ainda lhe pedem o nome para receber uma comenda.

- O cigano é o único sujeito em Portugal que ao ser pai não só ele pode entrar na sala de partos como ainda entram os outros 49 primos... ah e a garrafa de vinho rosé.

- O cigano é a segunda maior causa de arrependimento da compra de casa, em Portugal, a seguir às variações eu Euribor. "Eu comprei uma casa no centro da cidade com vista para o Pingo Doce, agora tenho um bairro social em frente. Se eu soubesse..."

- O cigano é o único sujeito em Portugal que chega a uma repartição pública grita, dá um tiro no tecto e tem os funcionários todos a lamberem-lhe o rabo. Se alguém que não seja cigano fizer isto dizem logo: "Este deve ter estado no Ultramar..."

- O cigano é o único sujeito em Portugal que se pode sentar no lugar destinado aos velhos no autocarro que ninguém pia! Qualquer outra pessoa que ocupe tal lugar e tenha menos de 100 anos de idade leva uma bengalada.

- O cigano é o único sujeito em Portugal a quem não se diz "Que é que foi? Queres apanhar?" (vá... quase... a minha avó diz. Em abono da verdade a única vez que vi um cigano com medo foi quando a minha santa avó se pegou com um.)

- O cigano é o único sujeito em Portugal que aproveita uma rusga da ASAE para vender coletes dos gajos falsificados, e com sorte os agentes compram.


Ser cigano já não é pertencer a uma etnia, ser cigano parece ser um estatuto. Não se faz nada, não se diz nada que eles são excluídos pela sociedade malévola... Que os assalta, explora, não os deixa vender armas, não os deixa ter rendas patéticas (e convém que sejam patéticas porque manter um parque automóvel - como eu já vi - de uma bairro social é mais caro que o da Quinta da Marinha).

Sugestão do dia: se tem uma ourivesaria não faça seguro nem mande instalar um alarme, adopte um cigano! Porque o cigano é o único sujeito em Portugal, nos dias que correm, que carrega quilos de ouro ao pescoço e ainda não foi assaltado!

O cigano é que está bem para o país que temos e mantemos. É.

Ps) Podem chamar-me racista ou xenófoba. Caguei.

Tuesday, October 11, 2011

Um clamoroso erro de casting

Conseguem imaginar …

Um filme de guerra em que o actor principal é o Zé Castelo Branco ?

Uma stand up comedy com a Manuela Ferreira Leite ?

O Bart Simpson a fazer o papel de Dr. House ?

O Isaltino Morais como comentador de assuntos judiciais no programa das manhãs ?

O Goucha a relatar um jogo de futebol ?

O Carlos Cruz como pivot no Canal Disney ?

A Marta Rebelo num programa de moda ?

O Fernando Mendes num filme no You Porn ?

O Cristiano Ronaldo a fazer de Professor Marcelo ?


Já temos algo parecido: o Pedro Granger no Elo Mais Fraco.

O conceito do programa é muito interessante, mas o tipo é uma anedota de mau gosto.

Quem teve a sorte de ver a Anne Robinson a apresentar o programa não pode deixar de ficar nauseado. É mais ou menos o mesmo que confundir a obra prima do mestre (a Anne) com a prima do mestre de obras (o Pedro).

Pedro Granger: fuck off !

Tu e quem te escolheu para apresentar o programa.

Um belo programa estragado por um tontito.

E nós a pagar-lhe o ordenado ...

Quem é esta fulanita ?

DNA... cósmico?


Andava eu entretida da vida a fazer uma pesquisa sobre doenças genéticas e o DNA quando me deparo com a nova maravilha: DNA cósmico!

Não, não é DNA que tenha vindo num meteorito ou cometa. Quer dizer eu no fundo nem percebi bem o que é aquilo, só sei que a análise que aquilo faz diz que eu não sou flor que se cheire.

Podem descobrir o vosso DNA cósmico aqui (é só clicar).

Conclusão: se eu já ponderava processar toda a minha família (e ainda são muitos) pelo DNA que me transmitiram, agora vou abrir um processo só contra mamãe porque me devia ter feito nascer noutra altura. É.

Tou cá cuns nervos


Os meus colegas bloggers escrevem sobre temas interessantíssimos, inclusive num português cuidado, pontuações correctas, e eu ? Eu ando aqui sem nada para dizer, só com coisas badalhocas à volta no cérebro. Deve ser falta de bola.
Como dizia um amigo meu, um gajo sem bola só falta ir com a gaja a um museu ou à Baixa ver montras. Foda-se.


E uma musiquinha para amainar ?

I Will Fade.

Cristiano Ronaldo é um tipo humilde

Retiro tudo o que já aqui escrevi acerca do Ronaldo.



Nestas fotos observamos que o índividuo Ronaldo apesar de tudo ainda mantém traços comuns com todos os outros homens: coçar o cérebro antes de agir.

Daqui é possível especular que Ronaldo também deve dizer à sua Irina "Vou arejar as ideias". Traço comum ao género masculino e ao qual também este astro do futebol estará condicionado. Em português corrente a tradução daquela frase é simples: vão abrir as pernas e arejar as partes. O cérebro masculino tal como o motor de uma máquina funciona melhor quando ventilado.

Se mantém pontos básicos comuns com os do seu género, então, é um tipo humilde.

E já agora, gosto muito da piadinha masculina: "Se os homens são todos iguais porque é que as mulheres procuram tanto?". Aptidão natural para a reciclagem de objectos, meus caros, simples.

Monday, October 10, 2011

Os tugas são uns mariquinhas

Quem me tira um buzinão tira-me tudo ...


Podemos estar descansados. Em Portugal nunca virão a haver saques, pilhagens ou qualquer espécie de violência.

Porquê ? porque os tugas são mariquinhas e têm um medo enorme da autoridade. O respeitinho é muito bonito e a nossa mentalidade ainda vive com medo da repressão do tempo do fascismo.

Violência como há na Grécia ou na Inglaterra é algo impensável por aqui. A única manifestação que tivemos com alguma violência foi … a dos polícias.

Podem vir a haver muitas manifestações, greves gerais, buzinões e coisas no género, que só chateiam os outros cidadãos. Actos violentos, acções directas, nem pensar.

É claro que existem criminosos e existirão ainda mais. Não estou a falar destes criminosos "profissionais". Actos hostis e ilegais praticados por um significativo número de portugueses, no way, nem pensar. AINDA BEM.

O que sucedeu ontem na Via do Infante é sintomático. Os tipos dizem que não querem portagens. Como reagir ? um buzinão. Somos bons nisso, como disse. Incomodamo-nos imenso uns aos outros com o excesso de ruído que nós próprios estamos a fazer. Não é um bocadinho estúpido ? Não. É muito estúpido. Mas, para ser verdadeiramente "eficaz", pensam os buzinadores, temos que incomodar mais pessoas ainda. E toca a fazer o buzinão e a marcha lenta (outra das especialidades dos tugas) junto ao aeroporto de Faro, para fazer uma data de malta (inocente) perder os aviões.

Não é genial ? Como queremos protestar contra os responsáveis pelas cobranças na Via do Infante, vamos criar dores de cabeça uns aos outros e lixar uns coitaditos que iam apanhar o avião.

O tuga é assim. É assim que ele protesta.

Querem uma sugestão ? Não chateiem os outros cidadãos. Não resolve os vossos problemas. Unam-se. Não buzinem. Não tenham medo. Quando colocarem as portagens, passem TODOS sem pagar, em todas as portagens do país. Ninguém paga nada. Se, com cem ou duzentos que passam sem pagar o sistema repressivo já começa a borregar, com cem mil ou duzentos mil POR DIA, o sistema vai estourar. Se todos os portugueses começarem a circular em todas as auto-estradas sem pagar é impossível qualquer espécie de repressão.

Mas isso, o tuga não faz. Sabem porquê ?

Porque é proibido e é feio, passar sem pagar, onde é que já se viu ?

Bonito é buzinar.






Vinhos em promoção !


Para os meus amigos que são apreciadores de uma bebida de qualidade,

estamos a entrar na época mais fria e nada melhor do que um bom vinho.

Cabernet Sauvignon em promoção







Sunday, October 09, 2011

Aspectos do dia-a-dia

Depois de ler umas partes da Bola, por baixo estava esta revista, e como sou dada à parvoíce comecei a imaginar como seria uma ameaça de rapto.

Em primeiro lugar deve ter sido por escrito que a realeza não fala com o povo, somente comunica por escrito. Em segundo deverá ter sido redigido em inglês, mas a minha imaginação ficou-se pelo português mesmo.

"Exma. Sr. D. Alteza Caty,

Viemos por este meio comunicar-lhe que temos agendado no próximo sábado o rapto de vossa excelência, pelas vinte e três horas e trinta e três minutos.
Agradecemos a sua colaboração pedindo-lhe que nesse horário Vossa Alteza Real esteja no portão do Palácio Real para o inicio do rapto.

Permita-nos a sugestão: faça uma pequena mala de viagem com algumas mudas de roupa e mantimentos, pois este rapto não inclui pensão completa somente alojamento.

Com os melhores cumprimentos,
Os súbditos."


Bem mais dramático que uma ameaça de rapto é a falta de visão para o mercado. É.
Em direcção à Guerra Junqueiro passo em frente a uma igreja. Uma das portas de entrada para a igreja apinhada de pessoas e, mais à frente, na outra porta da igreja um homem a pedir dinheiro. O meu entendimento acerca de economia é curto, mas se ele queria pedir dinheiro não seria mais lógico fazê-lo na porta apinhada de pessoas? Isto, quanto a mim, tem um nome: falta de estudo do mercado em que se pretende progredir.

Saturday, October 08, 2011

Teoria da selecção r/K e a sexualidade humana


A teoria da selecção r/K é um modelo explicativo das características biológicas que promovem o sucesso reprodutivo em determinados ambientes. As pressões selectivas levam a que o crescimento população decorra de duas formas estereotipadas: selecção r e selecção K.
As espécies do tipo r caracterizam-se por ocupar nichos ecológicos vazios, produzem elevada descendência a cada ciclo reprodutivo, a taxa de mortalidade da descendência é elevada e os cuidados dos progenitores com as crias são praticamente – ou completamente – nulos (ex: peixes, tartarugas). Já as espécies do tipo K produzem uma baixa descendência em cada ciclo reprodutivo, ocupam nichos ecológicos competitivos, a taxa de mortalidade na descendência é mais baixa que nas espécies tipo r, os progenitores manifestam mais cuidados com as crias e podem mesmo existir associações entre os progenitores (ex: algumas espécies de águias).

De que forma isto tem relação com a espécie humana? No primeiro pensamento ocorre-nos que os humanos são uma espécie do tipo K.

Se fizermos um estudo com dois grupos de homens, em que ao grupo A questionamos qual a idade consideram uma mulher sexualmente mais atraente, e ao segundo grupo em que idade consideram que uma mulher é para eles mais fértil; ao sobrepormos os gráficos estatísticos obtemos uma observação interessante: os gráficos coincidem. Com as mulheres isto já não se verifica. O motivo é simples: as mulheres têm um período relativamente curto de fertilidade - quando comparadas com os homens - ou seja, para os homens mulheres na casa dos 20 anos são manifestamente mais atraentes enquanto para as mulheres já ocorrem variações na idade dos homens que “preferem”, uma vez que, os homens possuem uma maior longevidade na sua fertilidade.

Parece irrelevante? Quiçá, mas pode explicar algumas coisas que geram infindáveis discussões.

Um homem pode ter um filho com uma mulher, e esquecendo moralismos centremo-nos na biologia, nada o impede de ter outro filho com a vizinha do lado, e outro com a colega de trabalho e ainda outro com uma amiga de infância, etc, etc. Este homem tem um grande sucesso reprodutivo, uma vez que pode disseminar os seus genes por diversas fêmeas num curto período de tempo. Todavia, a mulher que engravida, a menos que interrompa, tem nove meses para a gestação do seu filho, portanto até pode procurar um novo parceiro enquanto está grávida que isso não lhe garante nenhum aumento no seu sucesso reprodutivo, e nascida a criança presta-lhe os devidos cuidados no sentido de assegurar a sua sobrevivência.

Nestes termos, podemos dizer que a evolução da sexualidade masculina se aproxima mais das espécies tipo r, enquanto, a evolução da sexualidade feminina encontra maior eco nas espécie tipo K. Não é dificil verificar isto, o período refractário após uma relação sexual num homem é significativamente menor se ele souber que na relação seguinte terá uma parceira diferente (cá está a vantagem na disseminação dos seus genes), e na mulher esse período refractário é maior uma vez que existindo a possibilidade de ter engravidado a hipótese de a seguir ter um parceiro diferente não lhe adianta grande vantagem reprodutiva. Pode ser estimulante noutros termos que de momento não estão aqui em foco.

Os diferentes comportamentos a que a sexualidade masculina e feminina conduzem, leva a que muitas vezes os homens sejam considerados como muito mais infiéis do que as mulheres. São comportamentos distintos e creio que se baralha ainda mais a questão quando é medido o apetite sexual em homens e mulheres. Os homens têm um comportamento quantitativo, ao passo que, as mulheres são mais qualitativas - neste domínio.

Não pretendo desculpar infiéis ou enxovalhar fieis, creio apenas ser uma forma cientifica de observar como nem sempre a educação e as normas sociais conseguem moldar/domesticar a nossa biologia.

Gosto sempre de ter presente que antes de mais somos animais, é a nossa racionalidade e o que dela advém que complica o que se apelida de vida.

Friday, October 07, 2011

Era um Salazar fresquinho, sff!


Os transportes públicos são uma fonte inesgotável de conhecimento popular.

Hoje de manhã pelas oito da matina lá estava eu sentada no autocarro a fingir-me de morta, porém de ouvidos bem abertos. No banco em frente duas senhoras na casa dos sessenta falavam animadas para todos os passageiros ouvirem.

Senhora A - Olha eu tenho é saudades do Salazar!
Senhora B - Também eu, ao menos naquele tempo havia disciplina hoje em dia não há nada disso. Os miúdos são burros e malcriados!
Senhora A - Eu que levei tanta porrada na escola e não me fez mal nenhum! Só se perderam as que cairam no chão!
Senhora B - E a minha prima a Berta? Uma professora desmanchou-lhe o pulso à réguada e vê lá se ela não é sossegada e calada?

Nas cinco paragens seguintes falaram sobre joanetes (juro! não é invenção minha!), depois rematam a conversa com...

Senhora B - Isto hoje em dia é uma desgraça ninguém defende os ideais!
Senhora A - Era voltarem uns cinquenta "Salazares" que ia tudo ao sítio.

Não foi possível acompanhar o resto do interessante diálogo porque tive de sair do autocarro.

Eu não sou do tempo de Salazar portanto não vou dizer se o senhor era bonito, feio, simpático ou antipático. Não vivi essa época, não senti na pele o regime, portanto a única coisa que sei são os relatos históricos (o que me deixa de mãos atadas para argumentar com quem viveu a época em questão).
Ainda assim, enganaram-me na escola ou na referida época existiam presos políticos e portugueses exilados... justamente por manifestarem outros ideais que não os do regime de Salazar?

De qualquer forma defendo que as pessoas nascem para ser felizes, portanto, se sentem falta de um regime não-democrático porque não ponderar mudarem-se para um país onde esteja implementada uma ditadura?

ps) Não querendo ser má língua, todavia, ainda me parece muito viva a ideia de só a escola educa e a família só serve para dar o nome às crianças.

Ele há coisas que têm de ser ditas



Thursday, October 06, 2011

Um mau profissional

A casa do povo




O dia tem 24 horas e devemos dormir entre seis a oito horas diárias. Nas últimas semanas durmo entre três a quatro horas. Isto tem vários efeitos, o primeiro é que a probabilidade de me irritar aumenta bastante, a segunda é que o meu raciocínio fica afectado.

Por isso preciso da vossa ajuda.

Ontem fiz uma pausa liguei o televisor. Percorrendo canais cheguei ao canal que mais comichão me faz: a TVI. "Secret Story 2" era o nome de uma coisa a que chamam de programa. Apanhei a emissão numa fase em que estavam a fazer perguntas na rua aos transeuntes e notei que as pessoas sabiam os nomes dos concorrentes na ponta da língua e que alguém lá se chama Fáni ou Fóni, não percebi bem. Senti-me profundamente magoada na minha ignorância, verti duas lágrimas. Ia para verter a terceira quando começo a ver os concorrentes. A terceira lágrima foi inibida por um pensamento súbito: "De que casa de striptease esta gente saiu?".

Peço desculpa aos mais sensíveis, mas em alturas de pouco descanso o meus preconceitos evidenciam-se mais que o habitual, ou de uma forma mais bonita: o fel que me corre nas veias manifesta-se com maior ímpeto.

Fui dar uso à Internet e procurar saber que raio de artefacto televisivo era aquele.É um erro ao qual concorrem uma série de pessoas que querem revelar segredos a troco de fama (??) e dinheiro. Confessar ao padre não é tão divertido então a malta que gosta de comunicar decide confessar-se logo ao país inteiro, se é para comunicar é em grande.

Alguns dos segredos são:

Tive um caso com um ministro - Desde quando é que ter um caso com um ministro é motivo de orgulho? E que me interessa com quem os ministros dormem?

Sou agente secreta - Qual é a lógica? A criatura é agente secreta e vai para um programa destes porquê?

Não pago impostos há 15 anos - E?

Sou actriz porno - Para este segredo há várias candidatas, a meu ver claro.


Admito que o meu raciocínio esteja seriamente afectado, mas há um grupo de "Zé's e Maria's Ninguém" que se submete ao ridículo para fazer a capa de uma revista e a família armar uma peixeirada na revista concorrente ou eu estou a ver mal as coisas?
Mas a troco de quê em concreto? A auto-estima e a vergonha estão a definhar nas ruas da amargura e faz-se tudo por cinco segundos de atenção?

Depois surgem-me dúvidas na admissão destas criaturas ao programa: há provas? Fotografias? Vídeos? Conversas gravadas? Documentos?

Hum... espera, os tipos do programa têm absoluta fé na palavra de uma pessoa que se dispõem a vender um segredo da sua vida. É isso. Tem lógica.


E se esta gente se predispõe a vender "segredos" quem os apoia também não deve ser muito certo das ideias. Até imagino a entrevista aos pais da moça que dormiu com o ministro...

Entrevistador - Como reagem a este segredo da vossa filha, ela ter tido um caso com um ministro?
Mãe - Levanto as mãos para os céus e agradeço o PCP não ter estado no Governo nos último anos.
Pai - Se eu sei que o gajo era PS desfaço-lhe a tromba à base de chapada. A ideologia de esquerda não entra lá em casa, portanto não tem nada que entrar na minha filha!

É provável que se um apoiante de alguma das criaturas que participa no "programa" em causa ler isto pense: "Ah esta deve ser uma invejosa, ressabiada e gorda" - a ideia do "gorda" surge sempre, garanto. Sou isso tudo, aliás sou tão invejosa que me está a nascer uma corcunda e duas verrugas. E de quem é a culpa? É dos meus pais, que felizmente não são pais "modernos".

Wednesday, October 05, 2011

Tuesday, October 04, 2011

"Nunca confie em ninguém com mais de 30 anos"



O primeiro acto de educação surge nos povos recolectores com os pais a ensinarem os filhos a caçar, também na China as crianças eram não só treinadas para serem bons guerreiros, mas havia também a preocupação em ensinar artes aos seres em desenvolvimento. Já na Grécia Antiga as crianças eram vistas como propriedade, existiam preocupações com a educação, porém crianças que nasciam com deficiências eram lançadas ao mar. Se isto parece cruel embora distante, é de relembrar que em pleno século XIX as crianças escandinavas com pior comportamento (hoje as ditas hiperactivas) eram lançadas encosta abaixo para “acalmar”. Algumas acalmavam tanto que morriam. Também nas famílias nobres o castigo para as crianças mal comportadas era trancá-las numa gaveta, e também nesse acto muitas sucumbiam.

A forma como as crianças são vistas pelos adultos foi mudando ao longo dos tempo, na nossa cultura ainda somos muito influenciados por Rosseau para quem as crianças são “nobres selvagens”. Ou seja, são bons por natureza e são os pais quem os torna maus.

Rosseau foi um homem interessante, um boémio renegado pela família de origem, vivia no sub-mundo parisiense. Um dia acorda sóbrio numa escadaria e ouve o anúncio a um concurso de escrita. Concorreu e ganhou. Com o dinheiro do prémio conseguiu casa para viver por dois ou três anos, casou e teve dois filhos. Todavia, o dinheiro acabou e nesse momento ele propôs à esposa abandonar os filhos na roda. Daí em diante a vida de Rosseau sofreu altos e baixos financeiros e com várias mulheres pelo caminho, porém, a consciência pesou-lhe por ter abandonado os filhos. O resultado foi um fantástico ensaio sobre a educação de seu nome “Emílio”.

É curiosa a forma como uma geração observa a seguinte, e a seguinte olha para trás. Claro que existem conflitos, mas existem igualmente pontos comuns. O mote de uma geração foi: “Nunca confie em ninguém com mais de 30 anos”, e cada geração teve o seu de forma mais ou menos explicita. Mas a verdade é que existem os memes. Por memes entende-se o que uma geração deixa à geração seguinte.

Vamos supor que existe uma cápsula do tempo na qual podemos colocar objectos, ideais o que vocês queiram. O que gostariam de deixar à próxima geração?

Monday, October 03, 2011

O Sr. Silva é um traste

No nosso regime constitucional, o Presidente da República é algo totalmente dispensável. Tem poderes limitadíssimos que raramente usa e deveres, nomeadamente como factor de "união" entre os portugueses, que ainda menos o preocupam.

Quando me refiro ao Presidente da República refiro-me a toda a corte que integra a "Presidência da República" que custa milhões ao depauperado erário público (quem não se lembra das voltas ao mudo do Marocas, com centenas de acompanhantes – chulos - a chuchar na teta dos impostos ?).

Se é assim e sempre foi em geral, com o Cavaco o tema é ainda mais relevante, talvez porque agora se percebeu que não só o rei vai nu, mas é o próprio reino que está todo nu.

O Cavaco não presta.

Foi mau primeiro ministro e é mau Presidente da República. Não nos faz falta nenhuma. Não fala quando deve e quando fala diz pouco ou nada de útil. Por causa disso – que é óbvio há anos – subsiste um mistério: porque é que os órgãos de comunicação social, os "comentadores" e os colunistas continuam tão preocupados em sacar-lhe umas palavritas ou umas mensagens subliminares escondidas em discursos patéticos ? não percebo a insistência. Ele não diz nada. Ele nunca disse nada. Ele nunca ajudou nada. Ele é intrinsecamente imprestável. Ele não faz falta nenhuma a Portugal e aos portugueses.

O Sr. Silva foi recentemente aos Açores. Levou um séquito com 30-pessoas-30, incluindo médicos (lá não há), fotógrafos, aias, camareiros e, atenção, um mordomo. Quem pagou a festança ? Eu. Tu. Numa época de crise extrema, o perdulário deu-se ao luxo de ir de férias para os Açores com a turma toda, em regime TI.

Para quê ? Não se sabe. Ninguém sabe. Pelo que li e ouvi, só vejo quatro hipóteses:

a) Para ser achincalhado pelo César-Soba local (como foi)

b) Para agradecer aos eleitores açorianos por terem votado nele (a sério, ouvi essa parte do discurso)

c) Para descobrir como se faz a poda das anonas

d) Para ver as vacas a sorrir

Quanto dinheiro é que isto nos custou ? Quanto dinheiro custou ver as vacas (magras, agora) a rir ? Não sei, mas tenho a certeza absoluta que custou mais do que todos os cheques de 500 euros que o Estado tinha prometido dar a todos os melhores alunos e que não deu porque não há dinheiro. Não há dinheiro para cumprir promessas a alunos, mas há dinheiro para férias TI.

O CUSTO DAS FÉRIAS DO MORDOMO DO SR. SILVA NOS AÇORES TERIA SIDO SUFICIENTE PARA ENTREGAR O PROMETIDO PRÉMIO A VÁRIOS MELHORES ALUNOS.

Não é patético ? não é triste ? não é revoltante ?

Vi-o agora na televisão. Ia a entrar para o Casino do Estoril, como convém em tempos de crise. Não sei porquê, os patetas dos jornalistas insistem em fazer-lhe perguntas. Para quê ? Não se percebe. Ele não responde. Ele nunca responde. Ele não sabe dizer nada de útil. Ele é um zero à esquerda. Uma nulidade completa.

E ele respondeu. Disse-lhes para "aguardarem" pelo discurso do 5 de Outubro (ui, que excitação …).

Sabem o que é que ele vai dizer de importante no 5 de Outubro ? NADA. RIGOROSAMENTE NADA. Um conjunto de banalidades, misturado com boçalidades, dois ou três lugares comuns e quatro disparates. Depois disso, os jornalistas e comentadores vão-se dedicar a procurar a "Mensagem do Presidente da República". Que não vai ser nenhuma, como sempre.

O tipo não nos faz falta e devia ser despedido por inadaptação.

Convém que não nos esqueçamos quando é que começou o descalabro em Portugal.

Foi com ele mesmo.

É um dos principais responsáveis pela fome que já assola o país e que vai piorar muito mais.

O Silva pode ver sorrisos nas vacas, mas não vê certamente sorrisos nas caras das pessoas que têm fome por causa dele.

Como passar o tempo. Reportagem da nossa enviada especial a casa de algumas portuguesas sem nada para fazer.





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