Friday, September 21, 2012

Armas


Quem não gosta de um bom filme onde há tiros e armas que nunca mais acabam? O herói da história tem apenas uma bala no canhão, consegue escapar a 50 balas e com a única que lhe resta mata o seu inimigo. É engraçado vai encontro das nossas crenças de que os bons têm sorte ou uma entidade superior que os protege, e durante 110 minutos reaviva-se na crença no mundo justo, porque e acreditem ou não funcionamos muitas vezes segundo a ideia do "cada um tem o que merece" (ainda que de forma automática, sem darmos conta disso).

Esquecendo a ficção e atendendo ao momento social e económico que vivemos provavelmente não é um tema que nos deva dar qualquer tipo de satisfação. Os níveis de stress, insatisfação são elevados e por muito pouco há discussões. Não é preciso ir muito longe, basta imaginar um casal onde existe violência doméstica e há uma arma em casa deles. Algo menos dramático? Bom, o pai ou o avô eram caçadores ou apenas tinham uma pistola (registada) e sabe-se lá porquê a criança/adolescente da família encontrou-a. Pode correr muito mal ou pode correr bem porque quem a descobriu nem ligou muito ao achado. "Continuas a ser muito dramática", é provável e nem falei das crianças soldado ou de um país ainda muito jovem (não sei se tem mais de um ano de existência) que deve ter mais armamento do que políticas de educação.

Indo agora ao facto curioso... A Grécia voltou a dar que falar desde que entrou em crise. Negoceiam a divida deles como nós negociamos a nossa, porreiro. Ora e negoceiam com a França e a Alemanha, que curiosamente são dois países que lucram bastante com o comercio de armas. "Lá está ela com a teoria da conspiração", talvez seja, porém não deixa de ser inesperado que nas referidas negociações de divida a Grécia - alegadamente - tem de cortar 30 a 40% em educação, saúde e benefícios sociais e apenas 10% na defesa. Os gregos também compram armas aos EUA mas pelos visto a "pressão" dos americanos é indirecta enquanto a da França e Alemanha é directa (por motivos óbvios).

Ou seja, emprestaram o dinheiro e a negociação foi algo assim: "Bom, nós emprestamos dinheiro mas o Aristóteles já não é assim tão actual como tal cortem na educação, a formação do país que se lixe, na saúde, é a cena das pressões selectivas de Darwin só os mais aptos sobrevivem, mas só cortam 10% nas despesas porque a economia dos nossos países tem funcionar e vocês têm a vossa cena com a Turquia, deal?".

A minha dúvida é: quando é que Portugal vai comprar mais submarinos? Ou o que vão inventar, qual a ameaça tenebrosa, para justificar fazer negócios com países que nos ludribriaram?

Desculpem... voltei ao dramatismo. Aproveitem que baixaram a TSU e convidem ingleses, franceses, alemães e americanos a abrirem fábricas de armas cá. O volfrâmio dava para alemães e ingleses...

Estou curiosa para ver os próximos meses.

No comments: